Após o ministro Alexandre de Moraes autorizar sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que o encontro será marcado não apenas por solidariedade, mas também por uma conversa política e institucional. O parlamentar aproveitou para criticar as restrições impostas a Bolsonaro e reforçar que continuará atuando pela anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, além de defender a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.
Segundo Wellington, a autorização judicial para a visita, embora recebida com satisfação, evidencia um tratamento desigual quando comparado a outros casos, em especial, ao presidente Lula, que, segundo ele, não teve as mesmas restrições quando esteve preso.
“Eu recebi com alegria a oportunidade de estar com o ex-presidente Bolsonaro no dia 7 de março, mas ao mesmo tempo com um certo questionamento porque a gente percebe que tem dois pesos e duas medidas. Com o presidente Lula preso ele recebia quem ele queria, dava entrevistas totalmente possível ele ter as conversas, não só com os advogados, mas com quem ele queria”, afirmou.
O senador também criticou as limitações impostas à comunicação de Bolsonaro, destacando que até lideranças partidárias enfrentam restrições para dialogar com o ex-presidente.
“O presidente Bolsonaro hoje está praticamente bloqueado de tudo, não pode falar com o Valdemar da Costa Neto, que é o presidente do maior partido do Brasil. Para um senador falar tem que ter autorização, para um deputado também, então entendemos que isso não é correto”, disse.
Outro ponto destacado pelo senador foi a condição de saúde de Bolsonaro. Ele afirmou que seguirá defendendo a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias, citando o histórico médico do ex-presidente.
“Vamos continuar insistindo na prisão domiciliar humanitária porque o presidente Bolsonaro tem problemas sérios de saúde, depois daquela facada, quantas cirurgias ele já teve que se submeter e agora a última cirurgia de 12 horas. Além dos problemas que ele tem tido constantemente de soluço”, declarou.
O parlamentar também reforçou o compromisso do PL com a pauta da anistia e com a derrubada do veto relacionado à dosimetria das penas, criticando decisões judiciais consideradas desproporcionais.
“Nós vamos continuar insistindo, queremos que a anistia seja aprovada, bem como também queremos derrubar o veto da dosimetria porque nós não podemos aceitar que uma mulher que usou como arma apenas um batom e escreveu em uma estátua que no outro dia lavou e estava pronta, igualzinha, essa mulher receber 14 anos de prisão. Isso não pode ser aceitável. Está faltando Deus no coração do julgador”, afirmou.
Durante a visita autorizada, Wellington disse que também levará ao ex-presidente informações sobre o cenário político de Mato Grosso e as articulações do PL para as próximas eleições.
“Eu vou levar para o presidente Bolsonaro na condição de pré-candidato a governador de Mato Grosso aquilo que já estamos fazendo com relação a candidatura bem consolidada em Mato Grosso do Flávio Bolsonaro nosso pré-candidato a presidente da República e também o Medeiros como pré-candidato a senador. Além das chapas para estadual e federal porque somos o único partido hoje que tem mais candidatos do que vaga. Vamos buscar o equilíbrio para que todas as regiões de Mato Grosso sejam representadas”, concluiu.



















