O que era para ser uma viagem de férias tranquila pela Europa terminou em uma sequência de transtornos para um casal de Cuiabá. A Justiça condenou a companhia aérea Latam a pagar R$ 16 mil por danos morais após uma passageira enfrentar mais de 11 horas de voo em uma poltrona com defeito, além do extravio das bagagens durante a viagem.
A decisão foi assinada pelo juiz Alexandre Elias Filho, da 8ª Vara Cível de Cuiabá, e publicada na última quinta-feira (21).
Conforme o processo, o casal embarcou em abril de 2023 rumo a Roma, na Itália, com conexão em Paris. Durante o voo internacional LA 702, a poltrona ocupada pela passageira apresentou falha mecânica e permaneceu travada na posição vertical durante todo o trajeto.
Na sentença, o magistrado destacou que a situação ultrapassou um simples desconforto, já que a cliente foi obrigada a permanecer sentada sem possibilidade de reclinar o assento em um voo transatlântico.
Ao chegarem em Roma, os problemas continuaram. As duas malas despachadas desapareceram e o casal passou horas tentando localizar os pertences no Aeroporto de Fiumicino. Por conta disso, eles só conseguiram chegar ao hotel por volta das 4h da manhã, perdendo praticamente o primeiro dia da viagem.
Segundo os autos, uma das bagagens foi localizada no dia seguinte, enquanto a outra só foi devolvida no último dia da passagem pela Europa.
A companhia aérea alegou que a devolução das malas ocorreu dentro do prazo previsto pelas normas da aviação civil e contestou a existência de defeito na poltrona. Também tentou suspender o processo devido a uma discussão em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o pedido foi negado.
O juiz ainda apontou que houve novo extravio das bagagens no retorno ao Brasil. As malas só foram entregues na residência do casal cinco dias após o desembarque em Cuiabá.
Para o magistrado, a repetição dos problemas evidenciou falha na prestação do serviço e negligência operacional da empresa aérea.




















