CUIABÁ
25 de setembro de 2021 - 05:21

Justiça nega liminar e delegado continua proibido de criticar o MP e seu membros

O  juiz Luiz Octávio Saboia Ribeiro, da 3ª Vara Cível de Cuiabá, assinou a decisão obrigado o delagado a abster de “novos ataques”
delegado flavio stringueta

Por Esportes & Notívcias

O delegado da Polícia Civil, Flávio Stringueta, continua impedido de fazer críticas ao Ministério Público do Estado do Mato Grosso e aos seus membros, mesmo através de artigos públicos na mídia. A decisao é da Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) que negou recurso e manteve a validade de decisão liminar det3rminou a censura.

A primeira decisão datada do dia 8 de setembro deste ano, foi assinada pelo desembargador Rubens de Oliveira, relator o processo, e foi  aprovada por unanimidade. Ela determinou que o delegado se “abstenha de emitir novos ataques”.

Conforme os autos, no dia 27 de fevereiro de 2021, Stringueta causou danos ao procurador geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, e a vários outros nomes do Ministério Público ao divulgar o artigo “O que importa nessa vida?”. Nele, segundo os autos, “imputava ações criminosas a alguns integrantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso”.

Anda segundo o processo, “no artigo, o policial disse que promotores de justiça rateavam as sobras dos valores repassados a instituição a título de duodécimo, o que retrata esquema de apropriação de dinheiro público, que configuraria o crime de peculato”.

Desta vez, foi o  juiz Luiz Octávio Saboia Ribeiro, da 3ª Vara Cível de Cuiabá, em ação proposta pela Associação Mato-Grossense do Ministério Público, que determinou que o delegado se abstenha de emitir novos ataques.

“É a justiça fazendo injustiça. A liberdade de expressão é absoluta. Não se pode impedir alguém de falar o que pensa. Quem fala deve arcar com as consequências. Mas deve poder falar. Estou preocupado com o rumo que nosso país está seguindo. A justiça de Deus não falha. A justiça do homem me decepciona”, disse o delegado Flávio Stringueta.

 

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