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Justiça marca júri popular de empresária acusada de mandar matar o marido em MT

Toni Flor foi assassinado a tiros no momento em que chegava na academia, da qual era proprietário, no bairro Santa Marta, em Cuiabá

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A Justiça marcou o júri popular da empresária Ana Claudia Flor, acusada de mandar matar o marido Toni Flor em 2020, para as 9h desta segunda-feira (17). A audiência será no Plenário do Tribunal do Júri, em Cuiabá.

Toni Flor foi assassinado a tiros no momento em que chegava na academia, da qual era proprietário, no bairro Santa Marta, em Cuiabá. Durante as investigações, a mulher dele confessou ter pago R$ 60 mil para que atiradores o matassem.

A mãe de Toni Flor impetrou ação na Justiça pedindo que Ana Cláudia Flor, acusada de ter encomendado a morte do marido, seja declarada indigna a receber a herança deixada por ele, não podendo, portanto, vender quaisquer bens que estejam arrolados no inventário judicial.

Conforme uma decisão do juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, juiz Flávio Miraglia Fernandes, casos de homicídios dolosos – quando há intenção de matar – são julgados pelo Tribunal do Júri. O magistrado apresentou duas decisões que foram usadas como jurisprudência de que casos como esse precisam passar pelo conselho popular.

Investigação

Três homens teriam sido contratados pela empresária e, após o crime, a arma foi jogada no Lago de Manso. A princípio, a suspeita era que Toni foi confundido com um agente da Polícia Federal (PF).

De acordo com o delegado, o homem que efetuou cinco disparos contra Toni confessou que Ana Cláudia negociou o valor de R$ 20 mil para cada criminoso.

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