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Júlio nega crise com Mauro e diz que deixou reunião por atraso do governador

A declaração foi uma resposta às especulações que surgiram após Júlio e outros políticos deixarem uma reunião do partido pouco após a chegada do governador
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O deputado estadual Júlio Campos (União) negou que ele e outros colegas de partido estejam em crise com o presidente da sigla, o governador Mauro Mendes. A declaração foi uma resposta às especulações que surgiram após Júlio e outros políticos deixarem uma reunião do partido na noite de segunda-feira (6), pouco depois da chegada do chefe do Executivo estadual.

“Sou rigorosamente pontual. Acho que, quando se convoca uma reunião para as sete da noite, não se pode deixar os colegas esperando até às nove. Quando deu 20h45, uma hora e 45 minutos de atraso, eu, Dilmar, Jayme, a vereadora Michelly e outros membros que estavam presentes decidimos seguir com nossas atividades, pois achamos que o governador não viria mais. Lamentavelmente, esse desencontro foi muito ruim. Estivemos lá, mas não conversamos nada relevante, apenas jogamos conversa fora, porque nada foi decidido”, criticou Júlio.

O deputado ressaltou que a principal preocupação dos membros do partido neste momento é a montagem das chapas eleitorais, principalmente após o anúncio da federação entre o União Brasil e o Progressistas. Segundo ele, há receio de que não consigam estruturar candidaturas competitivas para deputado estadual e federal.

“Temos até março para resolver isso. O ideal seria já começar o trabalho de filiações. Ontem mesmo liguei para uma vereadora de Sapezal e para outros políticos do interior, convidando-os a se filiar ao partido e disputar vagas à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal. A maior preocupação hoje no União é que os Progressistas, que estão federados conosco e já tinham chapa montada, segundo informações do deputado Paulo Araújo, decidiram não permanecer na federação União Progressista e migrar para o PRD”, explicou.

“Se os Progressistas não trouxerem nenhum candidato, ou apenas poucos, precisaremos acelerar o processo de filiações para que o União Brasil consiga montar sua própria chapa. Vamos precisar de 25 candidatos à Assembleia, dos quais 30% devem ser mulheres. Para a Câmara Federal, precisaremos de nove candidatos e candidatas”, completou.

Questionado sobre a possibilidade de convocar uma nova reunião da sigla, Júlio foi enfático ao dizer que a iniciativa deve partir do presidente estadual do partido.

“Quem sou eu para convocar reunião, se o presidente é ele? Nós respeitamos a hierarquia. Tivemos uma pré-conversa entre eu, Dilmar, Jayme, Botelho, Michelly, César Miranda e outros integrantes da executiva. Esse trabalho estamos fazendo de forma independente, com ou sem autorização do governador”, finalizou.

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