Janaína Riva desabafa “gostaria que MP me tratasse como os demais e não pelo meu sobrenome”

Janaína Riva

Por: Esportes & Noticias

“Eu queria que o Ministério Público me tratasse como trata os demais, é só isso. Se tudo aquilo que eles colocaram nas minhas contas como sendo motivo para uma cassação, eles deixaram passar nas contas dos demais, porque querer então me penalizar e pedir a cassação de uma deputada que foi a mais votada do Estado, com quase 15 mil votos de frente do segundo colocado”, afirmou a deputada estadual Janaína Riva (MDB), que sofre ação do Ministério Público Estadual por abuso de poder econômico na campanha de 2018 e possível uso de caixa 2.

“Eu não disputei para ser eleita, disputei para ser a mais votada. Desde o começo da campanha gente via na Assembleia Legislativa um movimento tanto meu quanto do Nininho e do Botelho, até pelo trabalho e volume de apoio, que seriamos os mais votados”, disse.

“Agora, querer que contabilize o valor do trabalho do meu pai, o valor do trabalho dos meus amigos que viajavam fazendo companhia para mim, isso não tem nem preço para se estipular. Então são coisas como essas que, é claro, dá a impressão de que existe uma perseguição”.

A deputada mais votada em 2018 questiona o que classifica de tratamento diferenciado do MPE. “Porque me tratar diferente dos outros. Então coloquei isso na minha defesa, estou colocando as contas que foram aprovadas e colocando que a lei me beneficiou com os 30% do fundo partidário e não tinha outra mulher com candidatura de expressão. Então, isso, de certa forma, a lei me beneficiou. Várias outras mulheres também foram beneficiadas”, afirmou.

Conforme Janaína Riva, “isso gerou concentração de recursos porque os partidos não tinham para quem colocar. Porque fazer alvoroço com isso. Não foi isso que me elegeu. Eu não dei cheque antes da campanha, não teve dinheiro ilegal na minha campanha. Talvez eu tenha errado por ter declarado demais. Tem gente que declarou de menos, com campanha maior do que a minha, e está com a conta aprovada. Estou tranquila, mas nunca dizer que não traz preocupação. Traz sim, até porque com essas coisas você não pode brincar. Não pode deixar correr”, observou.

O Ministério Público do Estado entrou com uma ação contra a deputada, citando abuso de poder econômico e possível uso de Caixa 2. Segundo o órgão, teriam sido omitidos gastos na prestação de contas da parlamentar. Janaina Riva utilizou R$ 950,4 mil em toda a campanha eleitoral, representando 95% do limite de gastos previstos pela legislação. Deste valor, R$ 765 mil foram de recursos do FEFC e do Fundo Partidário.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) também questionou as contas da deputada e apontou que o custo com prestadores de serviços na campanha foram ocultados. Para obter as informações, o órgão checou as listas de passageiros em voos fretados, informações prestadas pela empresa responsável pelo fornecimento de combustível na campanha, lista de pessoas que recebiam alimentação no comitê, entre outros, para identificar a falta de registro de gastos eleitorais.

Anterior

Próximo

Compartilhe essa Notícia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no print
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

*Os comentários abaixo não representam nossa opinião.

SE GOSTOU DESSA, CONFIRA...

TOP VÍDEOS

Veja Também