CUIABÁ

Izadora Ledur é novamente acusada pelo MP de tortura contra aluno Bombeiro

A oficial teria submetido Maurício Júnior dos Santos a intenso sofrimento físico e mental como forma de castigo

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A tenente do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Izadora Ledur, foi novamnete acusada de tortura pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE). Em 2016, ela teria “castigado” o aluno Maurício Júnior dos Santos durante treinamento na Lago Trevisan. A ação foi protocolada no dia 21 de janeiro.

A acusação diz que entre janeiro e fevereiro daquele ano, durante o treinamento de salvamento aquático em ambiente natural, a oficial submeteu Maurício a intenso sofrimento físico e mental como forma de castigo pessoal. A atividade fazia parte do 15º Curso de Formação de Soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso

Naquele dia, após percorrer cerca de 40 metros a vítima começou a sentir câimbras e foi  amparada por colegas. Na ocasião, a tenente teria ordenado que os alunos seguissem com a travessia deixando Maurício para trás.

“A partir daí, como forma de aplicar castigo pessoal, a denunciada passou a torturar física e psicologicamente a vítima, quando, além de proferir palavras ofensivas, utilizando a corda da boia ecológica iniciou uma sessão de afogamentos, submergindo-a por diversas vezes”, diz trecho dos autos.

Nos autos consta que após receber alguns “caldos” (afogamento da cabeça na lagoa), Maurício segurou os braços de Ledur implorando para que ela cessasse a atividade. Fria, ela gritou: “você está louco? Aluno encostando em oficial”! A tortura terminou quando o rapaz perdeu a consciência.

“Se não bastasse, mesmo a vítima apresentando esgotamento físico e mental, a denunciada exigia, aos gritos, que Maurício retornasse para a água”. A vítima desmaiou novamente, sendo necessário seu encaminhamento à Policlínica do Coxipó.

“Ante o exposto, o Ministério Público do Estado do Mato Grosso denuncia a militar 1º Ten BM Izadora Ledur de Souza Dechamps como incursa nas sanções do artigo 1º, inciso II, c/c o §4º, inciso I, da Lei n. 9.455/1997, requerendo que, recebida e autuada esta, seja instaurado o devido processo penal, citando a denunciada, enquanto ré, e ouvindo-se, oportunamente, as pessoas abaixo arroladas, com o prosseguimento dos demais atos processuais até a final sentença condenatória”.

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