O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho (UB), declarou que os parlamentares não devem voltar a debater o tema sobre as câmeras nas fardas dos policiais militares do estado, neste momento, pois, segundo ele, “inibe o trabalho dos militares”.
O chefe do Legislativo declarou que é inevitável não discutir a utilização do equipamento nos militares devido aos avanços da tecnologia. No entanto, Botelho declarou que o momento que o estado vive não é propício para voltar a debater o tema na Casa de Leis.
“Olha, eu acho que as câmeras vão ter o momento que vai ter que ser colocadas, é indiscutível. A tecnologia acaba vindo, devagar ela vai entrando, vai ter que ser colocada. Mas, enquanto nós pudermos segurar, nós vamos segurar, porque nós estamos numa guerra contra as facções, contra as organizações criminosas muito grande. E as câmeras não favorecem o trabalho dos policiais. Ela inibe muito o trabalho do policial”, declarou Botelho, nesta quarta-feira (11).
A discussão sobre as câmeras corporais em policiais militares voltou à tona após denúncias de abuso policial no Estado de São Paulo. O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, que era um crítico ferrenho da utilização, voltou atrás em sua posição e declarou que o uso do equipamento é importante.
Além dessa posição do chefe do Executivo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, definiu que é obrigatório o uso de câmeras corporais por policiais militares de São Paulo durante as operações.

















