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Homem trans que já sofreu violência elogia criação de Centro de Atendimento às Vítimas

O local irá oferecer atendimento psicológico e encaminhamentos a programas sociais
Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais

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O Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais instalado no Fórum de Cuiabá dará suporte jurídico, psicológico e assistencial a cidadãos e cidadãs vítimas de traumas físicos, morais ou patrimoniais em razão de delitos cometidos por terceiros.
O objetivo é garantir que as vítimas de crimes e de atos infracionais sejam tratadas com dignidade, igualdade e respeito enquanto estão nas dependências do Fórum da Capital, levando-se em conta a aflição ou choque a que foram submetidas ao passarem por esse tipo de situação.
Valentim da Costa Félix, homem trans que já foi vítima de violência física, psicológica e institucional, avalia que esse atendimento multidisciplinar é de suma importância, principalmente para vítimas de violência.
“O ser humano é muito complexo para ser tratado em uma área só. Não existimos só na área da saúde, na área da segurança, nós somos vários aspectos, então acho que é de suma importância um atendimento humanizado, de entender a pessoa que chega com medo, que está em um momento difícil. É muito melhor ter um profissional que a entenda”, avalia.
Ele traz a reflexão de que quando uma pessoa busca um serviço público, ela quer ser bem tratada, quer sentir a segurança de que aquele profissional que está lhe atendendo seja capacitado para entender a demanda que ela está trazendo.
“Quanto mais o servidor conhece o serviço que presta e busca conhecimento sobre aquela vivência, melhor vai poder atender e prestar esse atendimento, principalmente porque se trata de vítimas de violência. Lembrando que essa pessoa já vai chegar totalmente deteriorada. Tudo que ela não precisa é novamente sofrer outra violência naquele momento do atendimento”, destaca.
O local irá oferecer atendimento psicológico e encaminhamentos a programas sociais, tanto para as vítimas quanto seus familiares, por meio da atuação de dois psicólogos, duas assistentes sociais, uma servidora e uma estagiária.

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