CUIABÁ
18 de janeiro de 2021 - 12:02

Governador garante que MT está preparado para vacinação contra o covid-19

Em entrevista à rádio CBN, Mendes também falou sobre o fim do VLT e sobre a chegada do BRT em Mato Grosso
CBN

Por: Esportes & Notícias

O governador Mauro Mendes (DEM) garantiu que Mato Grosso está devidamente preparado para “receber, fazer a logística e distribuir a vacina” contra a Covid-19, que deve ser enviada ao estado pelo Governo Federal. Em entrevista à rádio CBN Cuiabá, na manhã desta quarta (14 ), explicou que pensou em adquirir as vacinas da Pfizer, da Fiocruz e da Coronavac desenvolvida pelo Butantan de São Paulo, mas ambas só estão sendo negociadas com a União.

“O Plano Nacional de Imunização é coordenado pelo Governo Federal. A vacina do Butantan foi totalmente reservada pelo Governo Federal. Eu tentei comprar a vacina Pfizer, mas a empresa informou que só trata da vacina com os governos federais. A Pfizer me respondeu oficialmente, por meio de seu diretor. A previsão é que até o final do mês inicie a distribuição das vacinas”, afirmou.

O governador garantiu que o Estado está tomando todas as providências para a vacinação  junto à Secretaria de Estado de Saúde e aos demais órgãos do Governo de Mato Grosso.

“Estamos preparados para receber, fazer a logística e distribuir aos municípios. Temos mais de 3 milhões de seringas no estoque da secretaria e já fizemos licitação e compramos mais. Para essa largada, já dá para vacinar muita gente se tivermos a vacina enviada pelo Governo Federal”, garantiu.

A vacinação seguirá o Plano Nacional de Imunização e vai priorizar, na primeira fase, profissionais de saúde e grupos de risco. Depois, toda a população.

VLT x BRT

Ainda na entrevista, o governador voltou a defender a troca de modal a ser implantado na Grande Cuiabá, citando estudos de viabilidade técnica que apontam o BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) como a melhor opção. Mendes disse que o VLT “nasceu com propina” e lembrou que desde que assumiu o Governo, em 2019, prometeu dar uma solução para a obra do VLT que consumiu mais de R$ 1,2 bilhão e encontrava-se abandonada desde dezembro de 2014.

“E dar uma solução significa criar uma alternativa para terminar esse problema gigante que criaram no Estado”, disse. “A população tem que entender que esse negócio nasceu errado. Tudo que nasce errado é difícil, complicado de ser consertado”, completou.

Sobre as críticas à falta de diálogo com parlamentares, prefeitos ou à bancada federal de Mato Grosso antes de anunciar a troca do modal, Mendes relembrou que o modal inicialmente escolhido para o Estado era o BRT – e que não houve consulta à população antes de realizar a mudança, em 2011.

“No início, a decisão do Estado, junto com o Governo Federal, era de fazer um BRT porque os estudos técnicos apontavam que a melhor alternativa era isso. Aí aparecem os iluminados da época, e todos sabem de quem estou falando e o objetivo que eles tinham, que era roubar o Estado de Mato Grosso. E roubaram. Muito”, afirmou.

Mendes lembrou que o contrato da obra do VLT foi rescindido ainda no Governo Pedro Taques. As empresas que integram o Consórcio recorreram junto ao Tribunal de Justiça e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas perderam em ambas as instâncias.

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