O vereador de Várzea Grande, Kleberton Feitoza Eustáquio (PSB), rebateu o Conselho Regional de Medicina (CRM) sobre a representação que pede a cassação de seu mandato por quebra de decoro, após ele ter invadido a sala de descanso e um consultório de uma unidade de saúde. Segundo o parlamentar, o presidente do CRM-MT, Diogo Sampaio, está buscando visibilidade.
“Eu acredito que o presidente do CRM quer aparecer, quer dar show, até porque isso não é da competência dele. Quero que ele explique a situação dessa médica, pois ela estava no plantão que começaria às 19h do dia 6, mas, segundo ela, estava trabalhando desde as 7h da manhã. Ela deveria trabalhar das 19h até as 7h do dia 7”, afirmou o vereador à imprensa.
O caso ocorreu no final da tarde da última sexta-feira (7). A médica, que estava na unidade desde as 7h, estava na sala de descanso quando foi informada sobre a presença do vereador. Além do procedimento no Legislativo, o Conselho afirmou que vai ingressar com um processo judicial contra o parlamentar
Segundo o CRM, Feitoza teria filmado a médica que atendia no local e divulgado seu nome em suas redes sociais, difamando-a. Além da representação no Legislativo, o Conselho informou que entrará com um processo judicial contra o parlamentar.
De acordo com o Conselho, a médica se trancou no banheiro para evitar ser filmada. Após ficar 30 minutos no banheiro, a profissional retornou ao consultório, onde foi invadida pelo vereador enquanto ela realizava atendimentos.
“Estive lá por volta das 17h e fiquei até meia-noite. Em momento algum eu divulguei a imagem dela, apenas mostrei imagens de que não a encontrei no local”, defendeu-se o vereador, garantindo que a médica não estava no banheiro, como foi informado. Feitoza afirmou que irá denunciar o caso ao Ministério Público.
Alvo de operação
Nesta terça-feira, Feitoza ganhou repercussão ao ser um dos alvos da Operação Escambo Eleitoral, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a compra de votos nas eleições de 2024. O parlamentar alegou que está sendo atacado e perseguido por denunciar irregularidades na cidade. Além de Feitoza, o vereador Adilsinho (Republicanos) também é alvo da operação.



















