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FCDL/MT critica PEC que propõe fim da jornada 6×1 e alerta para impactos no comércio

A matéria proposta pela deputada Erika Hilton já conseguiu 194 assinaturas para começar a tramitar na Câmara Federal
Vistas e movimentos de Cuiabá

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A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL/MT) entrou na discussão e se manifestou contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe uma alteração no regime de trabalho, substituindo a jornada 6×1 pelo modelo 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Com 194 assinaturas, a proposta já atingiu o número necessário para começar a tramitar na Câmara dos Deputados, mas tem gerado um intenso debate entre parlamentares e setores econômicos.

Em alinhamento com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a FCDL/MT afirmou que a medida pode comprometer a sustentabilidade de micro e pequenas empresas no Estado. Segundo a entidade, a redução da jornada de trabalho sem a correspondente redução salarial implicaria em aumento nos custos operacionais, o que, por sua vez, prejudicaria a competitividade e a viabilidade desses negócios. A federação também destacou que experiências internacionais com regimes similares não se aplicam de forma automática ao Brasil, especialmente por conta da alta carga tributária enfrentada no país.

A entidade ressaltou seu compromisso com a valorização dos trabalhadores e com o bem-estar das famílias em Mato Grosso, mas alertou que a PEC poderia desestabilizar o setor comercial. Entre as preocupações apontadas, está a dificuldade já existente em preencher vagas para turnos alternativos, o que seria potencialmente agravado. Além disso, a federação afirmou que os trabalhadores remunerados por produtividade ou comissão poderiam sofrer reduções em seus ganhos, o que impactaria diretamente o custo de vida.

Outro ponto destacado pela FCDL/MT foi a possibilidade de um aumento da informalidade. Com a elevação dos custos operacionais, a entidade acredita que empresários teriam de repassar esses custos ao consumidor, o que poderia provocar um aumento da inflação. “No fim, quem arcará com o ônus será o consumidor”, alertou a federação.

A FCDL/MT também enfatizou que a proposta de Erika Hilton é inspirada em modelos adotados em países europeus e nos Estados Unidos, onde as condições econômicas e os encargos trabalhistas são diferentes. Por isso, a federação considerou que a PEC representa uma mudança estrutural que precisa ser adaptada à realidade brasileira, evitando riscos que possam sobrecarregar o mercado e os trabalhadores.

Embora a proposta tenha sido apresentada no Dia do Trabalhador, em 1º de maio, e ganhado destaque nas redes sociais, ela encontra resistência, especialmente entre partidos de direita. Com o apoio integral da bancada do PSOL e parte do PT, apenas um deputado do PL, Fernando Rodolfo (PE), deu seu aval à iniciativa, ilustrando a divisão política em torno do tema.

A federação reforçou sua missão de fomentar o desenvolvimento econômico e defender a geração de empregos no Estado. Junto à CNDL, a entidade fez um apelo ao Congresso Nacional para que promova uma ampla discussão sobre a PEC e busque alternativas que conciliem a sustentabilidade das empresas, o crescimento econômico e o bem-estar da população brasileira.

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