A estremecida relação do governador Mauro Mendes (União) com o senador Carlos Fávaro e o PSD ganhou mais um capítulo. Presidente estadual da sigla, Fávaro afirmou que como o partido não esteve no palanque de Mauro, “não tem porque” participar do Governo. Os cargos ocupados pela sigla foram entregues oficialmente na última quinta-feira (22). A informação foi passada a Mauro pelo então secretário de Ciência e Tecnologia Maurício Munhoz, do PSD.
Dentre as secretarias, o PSD ocupava a de Ciência e Tecnologia, primeiro com Nilton Borgato e depois com Maurício Munhoz. Este, inclusive, causou desconforto interno no governo recentemente ao publicar foto ao lado da futura primeira-dama “Janja” durante a COP-27, no Egito.
Desde que Lula foi eleito, Fávaro é cotado para assumir como ministro da Agricultura. Mauro afirmou que, caso isto aconteça, a relação entre eles será tranquila e republicana.
Nos bastidores, diz se que havia uma articulação para que a suplente de Fávaro, Margareth Buzzetti (hoje no PP, mas possivelmente irá para o PSD) fosse nomeada secretária de Mauro. O governador negou e, também na quarta-feira, disse que se isso foi combinado com alguém, este alguém não era ele.
A relação entre Mauro e Fávaro azedou quando o governador optou por dar palanque somente ao candidato ao Senado Wellington Fagundes (PL) e não ao candidato Neri Geller (PP).
Fávaro então apoiou a primeira-dama de Cuiabá Márcia Pinheiro (PV), e ao Senado, Neri. O senador também foi coordenador de campanha do presidente eleito Lula (PT) em Mato Grosso, enquanto Mauro apoiou a reeleição de Bolsonaro (PL).


















