O pré-candidato ao governo de Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes, reagiu às declarações do governador Otaviano Pivetta, que sugeriu a existência de “negociatas” envolvendo um senador, sem citar nomes. Para Fagundes, a fala do chefe do Executivo estadual faz parte de uma estratégia política para ganhar visibilidade.
“É estratégia para chamar atenção”, afirmou o parlamentar em entrevista à TV Vila Real.
A declaração de Pivetta ocorreu durante discurso na Norte Show, em Sinop, a cerca de 500 quilômetros de Cuiabá. Na ocasião, o governador disse que o Executivo estadual não pratica “negociata” com parlamentares e insinuou que esse tipo de prática poderia ocorrer em prefeituras do interior. “Senador não ousa ir ao Governo do Estado propor negociata. E nós sabemos que tem prefeitura do interior que tem isso”, afirmou.
Sem ser citado nominalmente, Fagundes interpretou a fala como um ataque indireto e classificou as acusações como antigas. Segundo ele, episódios semelhantes ocorreram em 2014, quando Pivetta atuava como coordenador da campanha do então candidato ao governo Pedro Taques.
“Essa história já é velha. Na época, ele fez as mesmas acusações e disse que eu não teria coragem de quebrar meu sigilo bancário”, declarou o senador.
Fagundes afirmou ainda que, à época, tomou a iniciativa de formalizar a abertura de seus dados financeiros em cartório, aguardando uma resposta que, segundo ele, não veio. “Fui ao cartório com a minha família, fizemos uma escritura pública e ficamos esperando a presença dele, que não apareceu”, disse.
O senador também criticou o alcance das declarações de Pivetta, afirmando que o governador acabou atingindo outras instituições e lideranças políticas. “Agora foi pior: ele acusou todo o Congresso Nacional e os prefeitos. Inclusive, foi deselegante com o prefeito de Sinop, ao sugerir possibilidade de irregularidades”, acrescentou.
Apesar do embate, Fagundes evitou sinalizar uma escalada no tom da disputa. Questionado sobre a possibilidade de contra-ataques durante a campanha, ele afirmou que pretende manter o foco no contato com o eleitorado. “Vou trabalhar, andar muito e conversar com os eleitores”, concluiu.

















