Ex-jogador do Mixto, Piá é preso roubando caixa eletrônico de banco

Foto - Guarda Municipal de Cordeirópolis
Foto - Guarda Municipal de Cordeirópolis

Por Esportes & Notícias \ Com Globoesportes

Ex-ídolo do Mixto, na década de 90, no século passado, o meia atacante Piá aprontou de novo. Ele foi preso neste sábado, em uma agência bancária no interior de São Paulo, praticando um crime conhecido como “pescaria de envelope bancário”, que consiste em esperar que alguém deposite o envelope em um caixa eletrônico e, após a vítima ir embora, com um equipamento especial, pegar o envelope com dinheiro e cheques.

Piá chegou a ser ídolo no Mixto, onde jogou em duas temporadas após ter sido revelado pela Ponte Preta de Campinas. Seu futebol refinado e de toques magistrais o levou a defender as cores do Corinthians e do Santos. Entretanto, fora dos gramados sempre esteve envolvido em confusões e prisões.

Trabalhando atualmente como técnico de futebol ele foi preso em flagrante na cidade de Cordeirópolis, no interior de São Paulo, por furto de envelopes de depósitos em caixas eletrônicos.

Segundo o delegado William Marchi, de Cordeirópolis e da DIG de Limeira, Piá já vinha sendo monitorado e estava acompanhado de outra pessoa. Os dois foram detidos quando deixavam a segunda agência bancária da cidade e levados para a delegacia local. Os policiais encontraram com eles R$ 141 em dinheiro e um cheque no valor de R$ 8.300,00

É a quarta vez que Piá é preso pelo mesmo tipo de crime. As outras aconteceram entre 2014 e 2015. Na última, ele chegou a ficar oito meses na cadeia. Piá também já tinha passagens por porte de drogas e armas, além de falta de pagamento de pensão.

Segundo a Guarda Municipal, Piá passou a ser monitorado há alguns dias a partir de informações de que ele estava agindo em cidades da região. O levantamento encontrou o veículo que ele utilizou em outras ações e colocou a placa no sistema de alerta de Cordeirópolis, que acusou quando ele entrou na cidade na manhã deste sábado.

Em ação conjunta, viaturas da Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil encontraram o veículo estacionado próximo à área central, sem ninguém. Os policiais aguardaram que Piá saísse da agência e fizeram a abordagem. Também foram apreendidos equipamentos para “pescar” envelopes, cheques, dinheiro.

A primeira vez que Piá teve o nome envolvido em caso policial foi em julho de 1999, quando ele, então atleta da Ponte Preta, foi indiciado como coautor do assassinato de um mecânico, em uma lanchonete de Limeira. A acusação era que Piá foi o responsável por dar a ordem para um primo pegar o revólver em seu carro e atirar na vítima. Ele foi absolvido.

Piá parou de jogar em 2011, pelo Aparecidense-GO. O auge da carreira foi entre 1999 e 2003, quando fez parte dos times da Ponte que atingiram as semifinais do Paulistão e também da Copa do Brasil, além das quartas do Brasileirão e no Mixto, onde conquistou títulos e fama.

Já as passagens por Corinthians e Santos foram bem mais discretas. Pelo Timão, atuou apenas sete jogos durante o Brasileirão de 2004 antes de ser liberado pelo clube.

Após jogar no Mixto, foi comprado pelo Santos em 1996, mas nunca se firmou e acabou repassado a outros times até ser comprado novamente pela Ponte Preta, em 2000. Durante o período no Santos, aliás, Piá conta que o Rei Pelé foi até o seu apartamento para cobrá-lo pelo comportamento pouco profissional fora de campo.

Além de Mixto, Ponte Preta, Corinthians e Santos, ele defendeu, entre outros clubes, Portuguesa, Santa Cruz, Coritiba, Inter de Limeira, Bragantino, São Raimundo, Rio Preto e Independente de Limeira, entre outros. Foram 26 clubes ao todo durante a carreira. Como treinador, dirigiu Independente, Novoperário, Batatais e Paraíba do Sul-RJ mais recentemente.

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