A empresa CS Mobi, empresa responsável pelo estacionamento rotativo em Cuiabá, pediu o valor de R$ 135 milhões para encerrar o contrato com a Prefeitura. De acordo com o prefeito Abilio Brunini (PL), este valor é irreal e existem cláusulas no contrato que dispensam o pagamento da quantia.
“É irreal a proposta deles. Eles querem R$ 135 milhões e eu não vou pagar isso nunca. Nós temos cláusulas no contrato que dá brecha para romper esse contrato sem precisar pagar esses valores todos então nós vamos aguardar. Estou sabendo que a Câmara Municipal vai abrir uma CPI para investigar esse contrato, vamos aguardar para tomar essa decisão”, disse o prefeito em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (29).
Abilio anunciou na semana passada que tem intenção de romper o contrato com a CS Mobi e que iria buscar um rompimento amigável com a empresa por prejuízos à gestão, mas que poderia até mesmo recorrer a meios jurídicos para encerrar o contrato.
Dentre as tratativas, a empresa também propôs suspender a cobrança da Prefeitura, que é de R$ 650 mil mensais, mas continuar com a cobrança do serviço à população.
“A empresa do estacionamento está fazendo algumas propostas. Parece que uma delas é a redução dos valores a serem cobrados e até deixando esse ano sem cobrar da Prefeitura, mas continuar cobrando da população até que haja uma negociação para ganhar prazo. A gente ainda não avaliou sobre isso”, explicou o prefeito.
Abilio disse que irá aguardar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta na Câmara Municipal pelo vereador Ranalli (PL) para investigar a Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos entre a Prefeitura e a CS Mobi Cuiabá, para definir os próximos passos, mas garantiu, mais uma vez, que não irá pagar o valor pedido pela empresa.
“A Prefeitura não está pagando e não vai pagar até a gente ter uma decisão. Tinha que pagar R$ 650 mil por mês. Teríamos que pagar para eles por uma coisa que não tem lógica, mas enquanto o contrato não for rompido a gente não pode suspender a cobrança do cidadão”, frisou o gestor.
















