Emanuel Pinheiro diz que não recebeu propina e ignora CPI da Câmara

O prefeito garantiu que não recebeu nenhuma propina, que o dinheiro que é visto ele pegando pertencia a seu irmão, por trabalhos para o então governo Silval Barbosa e explicou que comprovou a veracidade junto ao Ministério Público.
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Por Esportes & Notícias

Candidato à reeleição a Prefeitura de Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) falou, pela primeira vez, sobre a CPI do Paletó, que o investigou na Câmara Municipal de Cuiabá e que tinha como objetivo provocar seu impeachment, o que acabou não acontecendo, com a maioria votando pela sua absolvição. Ele classificou a CPI como “balela” e disse que só não interferiu a Casa de Leis por respeito à população cuiabana e por ter a certeza de que não daria em nada, pois nunca pretendeu empurrar nada para debaixo do tapete e por garantir ter a consciência limpa.

“Uma balela essa CPI do paletó. Eu só não intervi na justiça contra a CPI, que não existe qualquer razão de ser, por respeito à população cuiabana, para mostrar que eu ano estava querendo calar o Legislativo, para mostrar que eu não estava querendo esconder nenhuma suposta sujeira para debaixo do tapete. Nunca impetrei uma ação sequer para impedir os trabalhos da CPI”, disse, em entrevista coletiva na última semana.

O prefeito garantiu que não recebeu nenhuma propina, que o dinheiro que é visto ele pegando pertencia a seu irmão, por trabalhos para o então governo Silval Barbosa e explicou que comprovou a veracidade junto ao Ministério Público.

“Uma defesa fala de decreto de suplementação, que houve de fato essa inquirição, essas dúvidas na época, com posterior levantamento do Ministério Público Federal alegando que eu poderia – fato que depois se concretizou que não tinha o menor sentido – estar tentando usar uma suplementação pra evitar a criação de uma CPI. Isso teria, em tese, por eu ser prefeito da capital, que ser investigado pela segunda instância”, afirmou, concluindo que: “A outra denúncia diz respeito ao vídeo em si, em que eu era deputado, então por isso que eu fiz o questionamento. Se entendem que era no período em que eu era deputado, nada tem a ver com a segunda instância, então ótimo. Agora, se entendem que era do período que eu não era deputado, e sim de quando eu era prefeito, então eu estava no exercício do cargo. Eu só quero me defender na instância correta”, completou.

Em setembro, no entanto, o juiz da 4ª Vara Especializada da Fazenda Pública, Carlos Roberto de Campos, determinou a suspensão da sessão realizada e a abertura de comissão processante contra Pinheiro. A decisão liminar atendeu a pedido do presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (DEM), que recorreu à justiça após o relatório final ter sido colocado para votação dos vereadores mesmo descumprindo vários artigos previstos no regimento interno.

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