CUIABÁ
15 de junho de 2021 - 18:11

Emanuel estranha operação da Deccor e diz que empresa investigada não recebe da Prefeitura desde 2020

Ao falar sobre a operação, Emanuel Pinheiro disse que procurou a delegacia da Deccor em outubro do ano passado, quando a pasta de saúde identificou irregularidades em procedimentos licitatórios
emanuel e ozenira

Por Esportes & Notícias

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) informou na manhã desta quinta-feira que estanha a realização da Operação Overpried deflagrada na manhã desta quinta-feira pela Polícia Civil de Mato Grosso, através da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Ele disse que a empresa VP Medicamentos, um dos alvos da operação não recebe pagamentos por parte da Prefeitura desde 2020. Pinheiro disse ainda que a operação não tem sentido, pois a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que segue contribuindo com os órgãos investigadores e da Justiça.

Ao falar sobre a operação, Emanuel Pinheiro disse que procurou a delegacia da Deccor em outubro do ano passado, quando a pasta de saúde identificou irregularidades em procedimentos licitatórios envolvendo ao menos três empresas que forneceram medicamentos à Secretaria Municipal de Saúde, por meio de dispensa de licitação, durante o período da pandemia ocasionada pela covid-19.

“A gestão já tinha suspendido desde a primeira operação, se eu me engano, em outubro do ano passado, no auge da eleição. Então só pra vocês verem, entendeu? Me falaram que pediram afastamento de servidores que nem no quadro estão mais, já foram exonerados lá atrás, inclusive teve um caso a pedido [do servidor]”.

Segundo Pinheiro verificou-se que houve uma coordenação de aquisições baseadas na superestimação de consumo de medicamentos, muito além da necessidade de consumo em 180 dias, com o possível vencimento dos medicamentos.

Já em relação a operação desta quinta-feira, a Deccor alega que houve compras em excesso e que foi verificado que houve sobrepreço de medicamentos e a compra de fármacos por meio de dispensa, sob a justificativa de enfrentamento à covid-19, que, no entanto, não são utilizados para o tratamento relacionado ao coronavírus.

“Teve a questão do jatinho, dos livros, dos respiradores xing ling, a questão agora que está no TCU, dos R$ 7 milhões r que estão ameaçando convocar o Governador na CPI, e tem vários outras denúncias.  Parece que há uma imunidade, do Estado em relação as ações da Deccor”, questionou.

A decisão decretada pela juíza da 7ª Vara Criminal da Capital, Ana Cristina Silva Mendes, determinou o bloqueio de valores no valor de R$ 2.175.219,77.

Após a representação dos delegados da Deccor e dos promotores, o Poder Judiciário determinou que os quatro servidores investigados à época dos fatos, possivelmente envolvidos com a organização criminosa, cumpram medidas cautelares, entre elas a proibição de acesso à Secretaria Municipalde Saúde de Cuiabá e proibição de contato entre investigados e servidores dos quadros do órgão de saúde da Capital.

Nota

Em relação à operação Overpriced, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que está à inteira disposição dos órgãos investigadores e da Justiça, já tendo contribuído com as informações solicitadas e destaca que suspendeu os pagamentos à empresa alvo das apurações.

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