CUIABÁ
19 de janeiro de 2021 - 10:50

Em encontro com governador, Kalil apoia BRT e quer que modal comece por Várzea Grande

“O modal pode não só atender a Avenida da FEB, mas estender para outras partes da cidade, o que significa um acesso maior e também uma comodidade maior ao usuário do transporte público”, relatou Kalil
kalil_palácio

Por Esportes & Notícias

O governador Mauro Mendes (DEM) ganhou nesta quarta-feira o apoio do prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB) para substituir o VLT pelo BRT. Mas, ouviu do aliado que quer que as obras tenham início na Cidade Industrial. Kalil acredita que a implantação do novo modal vai proporcionar mais acesso e comodidade aos usuários do transporte público coletivo.

“Se for pelo bem da sociedade, eu apoio. Se isso vai resolver o problema das cidades de Cuiabá e Várzea Grande, eu apoio. Não tem porque não apoiar”, declarou.

Ao hipotecar o apoio da cidade para a mudança do modal, Kalil Baract disse ao governador que o BRT é muito mais vantajoso foi vai possibilitar a  flexibilidade em relação às rotas, uma vez que pode ser expandido de acordo com as necessidades de mobilidade de Cuiabá e Várzea Grande – o que seria muito difícil (e caro) com o VLT.

“O modal pode não só atender a Avenida da FEB, mas estender para outras partes da cidade, o que significa um acesso maior e também uma comodidade maior ao usuário do transporte público”, relatou.

Para Kalil Baracat, o importante é que todos os transtornos causados pelas obras do VLT sejam finalmente resolvidos, com a implantação de um sistema que beneficie os cidadãos da Baixada Cuiabana.

“O modal apresentado vai trazer economia, acho que atende a necessidade dos munícipes e vai resolver o problema. O principal objetivo é esse: resolver o problema. O Governo tem condição total de implantar”, finalizou.

A mudança

A decisão de substituir o VLT pelo BRT foi tomada no final de dezembro de 2020 pelo governador Mauro Mendes, após a conclusão de estudos técnicos do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Os estudos concluíram que o VLT seria insustentável, custaria pelo menos mais R$ 700 milhões aos cofres públicos, demoraria até seis anos para ser concluído e contaria com uma tarifa superior a R$ 5, além de todos os problemas jurídicos envolvidos na obra.

Já o BRT, conforme a análise técnica, custará R$ 430 milhões, pode ficar pronto em até dois anos após o início das obras, terá tarifa pouco acima de R$ 3, é não-poluente pelo uso de baterias recarregáveis e oferece maior flexibilidade para expansão de rotas, beneficiando milhares de usuários a mais.

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