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Em despedida, Hocsman usa metáfora da ‘cabeça de pacu’ para simbolizar carinho por Mato Grosso

Interventor se despede após seis meses de gestão e destaca avanços na modernização, transparência e estrutura do futebol mato-grossense
Fernando Soares

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Luciano Hocsman se despediu da Federação Mato-grossense de Futebol nesta terça-feira (02) deixando a entidade utilizando a metáfora da ‘cabeça de pacu’, expressão usada no estado para simbolizar a lenda de quem prova o peixe e não quer mais ir embora da terra que o recebeu. Para ele, a comparação resume o vínculo e carinho criado com Mato Grosso durante os seis meses em que comandou a intervenção na FMF, após a saída de Aron Dresch e o adiamento da eleição de 3 de maio. O período deixou a Federação sem presidente até a vitória de Diogo Pécora.

Em seu pronunciamento final, Hocsman fez um balanço das ações que marcou como essenciais para reconstruir a estabilidade da instituição, destacando avanços estruturais, administrativos e de relacionamento. Logo no início, afirmou que deixa a entidade “com a certeza do dever cumprido” e descreveu seu período à frente da Federação como “intenso, desafiador, mas profundamente transformador”. Ele lembrou que assumiu a missão consciente da limitação de tempo, mas com objetivo claro. “Assumi determinado a deixar um legado de modernização e transparência e posso afirmar com tranquilidade, avançamos.”

Entre os feitos citados, mencionou a reestruturação das competições estaduais e melhorias na infraestrutura administrativa. “Conquistamos patrocínios fundamentais para as duas divisões do Campeonato Estadual, garantindo condições melhores para os clubes, e reformamos a sede, tornando-a mais digna e funcional.”

Ele também destacou a digitalização de setores internos. “Informatizamos o Tribunal de Justiça e implantamos sistemas que trouxeram agilidade e transparência para o Departamento Financeiro.” Hocsman ressaltou iniciativas inéditas que chegaram ao estado no período. “Trouxemos cursos da CBF Academy, o projeto Arbitragem Sem Fronteira e, pela primeira vez, uma sessão itinerante do Pleno do STJD em Mato Grosso.” Para ele, porém, o maior avanço não esteve apenas nas ações administrativas. “Humanizei processos. Ouvi críticas, aceitei sugestões e busquei construir pontes onde antes havia muros.”

O interventor também destacou a relação com a CBF. “Mantivemos diálogo constante com todos os setores da CBF e com seu presidente Samir Xaud, que tem conduzido o futebol brasileiro com visão moderna e abertura para ouvir.” Reconhecendo dificuldades enfrentadas com resistências e críticas externas, disse que manteve firmeza. “Quem opta por liderar deve ter a coragem de enfrentar tempestades sem perder o rumo.”

Por fim, o cartola gaúcho afirmou levar o estado consigo. “Mesmo sendo o que chamam aqui de pau rodado, me sentirei um pouco mato-grossense.” Ao encerrar, citou a frase de Albert Einsten que guiou sua gestão. “Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”

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