A sessão da Câmara Municipal de Diamantino, realizada na noite de segunda-feira (13), foi marcada por momentos de tensão, troca de acusações e discussões entre parlamentares, além de um embate direto entre o presidente da Casa, Ranielli Lima (PL), e o ex-secretário de Estado Eder Moraes, pai da vereadora Monnize Costa (União).
O estopim do conflito foi o pronunciamento da vereadora Michele Carrasco (União), que subiu à tribuna para se defender de comentários envolvendo seu nome e a empresa AME Família. O relatório final da CPI sobre o caso foi lido na mesma sessão, e Michele aproveitou o espaço para rebater críticas e se posicionar.
Durante sua fala, Michele disparou uma frase indireta, mas com alvo claro: “Eu não tenho pai condenado”. A afirmação, sem citar nomes, foi interpretada como uma referência a Eder Moraes, pai da vereadora Monnize, e que já teve condenações na Justiça. A insinuação provocou uma reação imediata.
Monnize Costa pediu a palavra e, em tom firme, respondeu que sempre manteve respeito pelos colegas no exercício do mandato e não aceitaria ataques pessoais. O embate entre as duas vereadoras gerou um clima tenso no plenário, com trocas de farpas e interrupções.
Presente na plateia, Eder Moraes também decidiu reagir e solicitou ao presidente da Câmara o direito de se pronunciar. Ranielli Lima, no entanto, recusou o pedido, alegando que, para falar em plenário, seria necessário apresentar um requerimento com antecedência e aguardar a próxima sessão.
A negativa acirrou os ânimos. Eder e Ranielli travaram um bate-boca diante dos demais presentes. O presidente exigiu respeito ao regimento e à instituição, enquanto Eder insistia em se manifestar de forma imediata. Apesar do impasse, a sessão não foi interrompida e prosseguiu com a fala do vereador Augusto Cazetta (MDB).




















