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Dirigentes do CORE-MT manobram para afastar chapa adversária e Justiça suspende eleição

Pelo regimento, o edital de convocação para as eleições deve ser publicado pelo menos 60 dias antes, porém, o Conselho sonegou as informações que impediram que chapa concorrente fosse inscrita

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A Justiça de Mato Grosso concedeu liminar suspendendo a eleição do CORE-MT (Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Estado de Mato Grosso), que foi conduzida de forma totalmente irregular. A falta de transparência e informações em relação ao pleito, que ia reconduzir o atual presidente para um quarto mandato, foi suspensa após um grupo de representantes comerciais, com o apoio do SIRECOM (Sindicato dos Representantes Comerciais de Mato Grosso), entrar com pedido de tutela de urgência.

A eleição foi realizada nessa quarta-feira (25) e foi eleito para mais um mandato José Pereira Filho, que seria reconduzido para o quarto mandato, para o triênio 2022-2025. Com a decisão da Justiça, o processo será retomado do zero, só que, desta vez, assegurando aos associados o direito de participarem das eleições, inclusive com chapas adversárias e não com chapa única, como ocorreu nessa quarta.

A situação irregular já estava sendo verificada há algum tempo quando membros do SIRECOM se dirigiam até a sede do CORE em busca de informações a respeito do edital, que, pelo regimento, deve ser publicado no site da entidade pelo menos 60 dias antes das eleições. A informação é necessária porque por meio do edital o associado fica informado a respeito dos procedimentos, documentos necessários, e também pode imprimir formulários, fichas de cadastro, e para receber orientações para o registro de uma ou mais chapas.

Conforme denúncias que chegaram ao sindicato por meio de funcionários concursados do CORE, o edital já havia sido publicado e que, inclusive, o prazo já havia expirado. E como o edital não teve publicidade, vários associados foram impedidos de montar chapa para participar do pleito.

O diretor-presidente do SIRECOM, Alan Cosine, fez contato com Archimedes Cavalcanti Júnior, diretor-presidente da Conselho Federal dos Representantes Comerciais (CONFERE), órgão máximo que congrega todos os Conselhos, e informou que o edital já havia sido publicado, sem a devida publicidade, e que o próprio edital de convocação das eleições dizia que “as informações estariam disponíveis no site do CORE-MT e também no site do CONFERE”.

Durante a conversa com o presidente do CONFERE, Alan Cosine entrou no site do CORE-MT e relatou que ali não constava nenhuma informação das eleições do Core em 2022, ocasião em que a ligação foi encerrada. Curiosamente, cerca de 10 minutos ao fim da ligação entre os presidentes do SIRECOM e o do CONFERE, foi publicada uma matéria sobre a convocação.

No pedido à justiça para que a eleição fosse cancelada, os autores da ação anexaram fotos, prints e gravação de vídeos provando que não havia no site do CORE nenhuma citação às eleições e tampouco a publicação do edital. Como também não houve nenhuma resposta do Conselho a respeito da falta de transparência, o grupo de profissionais com o apoio do sindicato resolveu entrar na justiça com pedido de liminar para que o processo fosse cancelado e suspenso para dar a oportunidade a mais de 8 mil associados participar da eleição do CORE.

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