CUIABÁ

Deputado sai em defesa de Bolsonaro a respeito da prisão de ex-ministro da Educação

Gilberto Cattani (PL) colocou em dúvida declaração do próprio ex-ministro Milton Ribeiro, que foi Bolsonaro quem mandou receber pastores no MEC, que cobravam propina para liberar recursos para prefeituras

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta quarta-feira (22) na Assembleia Legislativa. Bolsonarista convicto, Cattani foi questionado pelos jornalistas sobre a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, a quem Bolsonaro disse que colocaria a “cara no fogo” por ele, quando surgiram denúncias de corrupção no MEC.

“Isso é um ditado popular que todos nós fizemos, creio que todos nós fizemos, quando temos um amigo próximo, que confia nele. E o presidente Bolsonaro não é diferente. Você fala, eu coloco minha mão no fogo pelo fulano, ele falou, eu coloco minha cara”, disse Cattani aos jornalistas.

Ribeiro foi preso nesta manhã pela Polícia Federal em seu apartamento, em Santos (SP), durante a Operação Acesso Pago. Ele e os pastores-lobistas Arilton Moura e Gilmar Santos são suspeitos de terem praticado crimes na liberação de recursos do Ministério da Educação para prefeituras. Os pastores cobrariam propina para liberar recursos do MEC para prefeituras. A 15ª Vara Federal do Distrito Federal apura crimes como corrupção e tráfico de influência durante a gestão de Milton Ribeiro.

No total, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares como a proibição do contato entre os investigados.

Na conversa com jornalistas, Cattani disse que o governo não sabia das irregularidades e da operação.

“Todos os brasileiros ficaram sabendo que havia talvez um resquício ali de alguma improbidade, agora a Polícia Federal está fazendo seu trabalho”, disse o deputado.

Ele também comentou a respeito da manifestação do presidente nesta manhã, que disse que se Milton fez coisa errada deve pagar, se isso não significaria que Bolsonaro estaria abandonando o barco do ex-ministro.

“Não é questão de abandonar o barco desse ou daquele. A questão é que se o Milton cometeu alguma irregularidade, ele tem que pagar, nossa visão de direita é essa e não como nos governos passados quando você tentava fazer um cara ministro para encobrir os crimes deles. Agora, é o contrário, qualquer pessoa dentro do governo, eu pelo menos espero que seja, que se for culpado, que pague o preço”, afirmou.

A respeito das declarações do ex-ministro de que ele, ao receber os pastores estaria atendendo a uma ordem do presidente, o deputado bolsonarista colocou em dúvida a declaração e desconversou, apesar de existir uma gravação do ministro falando sobre o pedido do presidente.

“É o que você falou, a conversa é essa. É que nem você, você pode conversar com quem você quiser, eu também posso conversar com quem eu quiser, a realidade pode ser outra”.

Os jornalistas insistiram na pergunta, dizendo que a declaração está nos autos, do que já foi apurado, a afirmação de Milton dizendo que foi o presidente que mandou receber os pastores no ministério. Ainda assim Cattani colocou em dúvida a declaração.

“Claro que está nos autos, os autos é papel, no papel você pode escrever o que quiser”.

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