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Delegado pede perícia no celular de bolsonarista que matou petista com 15 facadas

O aparelho foi formatado antes de ser apreendido pela Polícia Civil e necessita de perícia para que sejam extraídos os dados

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O delegado Victor Donizete de Oliveira Pereira responsável pela investigação do homicídio ocorrido em Confresa representou à Justiça na segunda-feira (12), pela quebra de sigilo de dados no aparelho celular do autor do crime.

O aparelho foi formatado antes de ser apreendido pela Polícia Civil e necessita de perícia para que sejam extraídos os dados. O resultado da perícia não tem prazo para conclusão. Sem a perícia, a Polícia não acesso a nenhum conteúdo do aparelho.

O bolsonarista Rafael Silva de Oliveira, de 24 anos, é acusado de matar com pelo menos 15 facadas o lulista ceramista Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, durante uma discussão motivada por discordância política.

“O envolvimento deles com política era algo muito raso. Eles não eram fanáticos. Não participaram dos movimentos aqui no dia 7. Teve carreata e eles não participaram. Foi só uma discussão banal mesmo”, afirma o delegado.

A polícia já ouviu sete testemunhas do crime, além do suspeito, que foi preso na quinta-feira, dia seguinte ao crime, quando buscou atendimento médico em um hospital da cidade. Rafael confessou o crime e atribuiu a motivação à divergência política.

Para a conclusão do inquérito sobre a morte, ainda falta colher o depoimento do dono da chácara onde ocorreu o crime.

“Só vamos ouvir o dono da chácara e aguardar o resultado dos exames periciais para concluir”, informou Victor Donizete.

O suspeito deve ser indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de meio cruel, já que, depois das facadas, uma delas no olho da vítima, ainda tentou decapitá-la usando um machado.

Rafael estava na chácara para extrair lenha e levar para a cerâmica onde recém começara a trabalhar. Já a vítima morava na propriedade, onde trabalhava na limpeza e manutenção do local. Benedito era de Goiás e tinha se mudado para Mato Grosso para trabalhar. O corpo dele foi sepultado no Pará.

À polícia, Rafael relatou que ele e o colega estavam numa discussão longa por causa de política e que, em determinado momento, se agrediram fisicamente. Ele disse que Benedito deu um soco no queixo dele e que, em seguida, ele pegou uma faca e começou a acertá-lo, no rosto e pescoço. Foram pelo menos 15 golpes.

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