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Defesa contesta STF e nega que lobista tenha simulado jejum em presídio

O lobista é investigado por envolvimento em um esquema de suposta venda de decisões judiciais

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A defesa do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves apresentou um laudo médico particular que questiona a avaliação do Supremo Tribunal Federal sobre o estado de saúde do investigado, preso em unidade federal.

O documento sustenta que a perda significativa de peso registrada nos últimos meses não foi intencional, mas resultado de fatores clínicos e do impacto do encarceramento. A manifestação ocorre após apontamentos da Polícia Penal indicarem que o preso teria descartado refeições para simular um quadro de debilidade.

Os advogados negam essa versão e afirmam que o lobista possui doenças pré-existentes, como diabetes e problemas neurológicos, que estariam contribuindo para o agravamento do quadro. Segundo a defesa, mesmo sob acompanhamento e alimentação regular, ele continua emagrecendo.

Em decisão anterior, o STF manteve o investigado em presídio de segurança máxima, destacando indícios de que ele teria forjado problemas de saúde para obter prisão domiciliar. O ministro Cristiano Zanin mencionou que houve ganho de peso durante período fora do sistema prisional, o que colocaria em dúvida a gravidade da condição.

O novo laudo, porém, descreve um quadro clínico considerado complexo, que exigiria acompanhamento contínuo e tratamento específico. A defesa também argumenta que a melhora registrada fora do presídio ocorreu devido a uma rotina alimentar controlada, suplementação e fisioterapia.

O lobista é investigado por envolvimento em um esquema de suposta venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Federal, ele teria utilizado empresas para movimentar recursos de origem ilícita, dentro de uma estrutura que envolvia intermediários e altos valores financeiros.

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