É natural que o filho se espelhe no pai e veja ali a personificação do que quer ser no futuro. Alguns herdam o gosto musical, comportamentos, trejeitos, e inclusive a paixão pelo futebol. Uma das maiores alegrias de um pai é ver o filho compartilhando da mesma paixão pelo futebol. Arthur e seu pai Marcelo, João Matheus e seu pai Alfredo sabem muito bem sobre esta relação e convivem com isso diariamente.
Tricolores de coração, Marcelo e Alfredo ensinaram a Arthur e João, respectivamente, o sabor de torcer para o Fluminense, clube da zona sul do Rio de Janeiro, e que tem neste sábado o jogo mais importante de sua história. O Flu encara o Boca Juniors, às 16h (de MT), no Maracanã, pela grande final da Copa Libertadores.
Marcelo e Arthur

Arquivo Pessoal
Marcelo Rogério é fanático pelo Tricolor das Laranjeiras. O amor é tanto que o enfermeiro de 44 anos passou para o filho, Arthur Nascimento, de 26. O sentimento pelo esporte e pelo clube carioca acabou influenciando o filho, que hoje é empresário no ramo da moda. Para Rogério, não existem adjetivos que possam explicar o orgulho que sente ao ver o filho dividindo a mesma paixão pelo time do coração.
“Sou apaixonado por esse clube chamado Fluminense Futebol Clube. Há 39 anos torcendo por esse clube, isso porquê eu comecei a me apaixonar pelo time lá em 84, com cinco anos de idade quando eu comecei a acompanhar o futebol com mais clareza, entender um pouco, mesmo criança eu tinha muito entendimento do futebol em si e ver o Fluminense campeão brasileiro, logo em seguida tricampeão carioca isso aí pra mim foi uma coisa inexplicável. Esse amor vem crescendo ao longo dos anos, das décadas e hoje entendo que foi a decisão mais acertada da minha vida”, destacou o enfermeiro.
Marcelo ainda ressaltou que o sentimento de Arthur pelo Tricolor foi algo que se desenvolveu naturalmente.
“Na verdade eu não escolhi, o meu coração escolheu. Passar isso para os meus filhos é gratificante, ainda mais porque a passagem não foi feita de forma abrupta, foi feita de forma bem tranquila e espontânea. Todos os meus três filhos, o meu mais velho, Arthur, é apaixonado pelo Fluminense, arrisco a dizer que é mais apaixonado que do que eu. Minha filha hoje com 24, com 15 anos já ia sozinha ao Maracanã acompanhar o Fluminense. Meu caçulinha tem 11 e também é torcedor do clube. É gratificante ver que meus filhos abraçaram essa ideia, abraçaram essa causa de dividir esse amor comigo. Costumo brincar que mulheres você pode ter muitas da sua vida, mas clube de futebol é apenas um”, concluiu.
Arthur destacou que sua maior inspiração para se tornar torcedor do Fluminense foi o pai, que tinha o costume de coloca-lo na frente da TV para acompanhar os jogos do Tricolor nos anos 2000.
“Meu pai foi minha principal influência pra ser torcedor do Fluminense, desde pequeno ele colocava os jogos e assistíamos juntos, ele me levava no estádio e me ensinava os cantos da torcida, então se hoje eu amo o Fluminense é graças ao meu pai”, destacou.
Assim como qualquer outro torcedor do Flu, Arthur está há dias sem dormir com o pensamento voltado à finalíssima da Libertadores. De acordo com ele, o Fluminense volta a uma final continental após 15 anos para tentar dar alegrias a seus torcedores. Em 2008, o Tricolor acabou sendo derrotado pela LDU, nos pênaltis, na grande final da Libertadores daquele ano.
“Expectativa são as maiores possíveis, em 2008 quando eu ainda era criança tive um grande trauma que somente um torcedor de um time de futebol entende, perdemos aquela final pra ldu dentro do nosso maraca, hoje temos a oportunidade de reescrever essa história que está engasgada há 15 anos e coincidentemente dentro da nossa casa que é o Maracanã. E como diz o canto da nossa torcida “vamos tricolores, chegou a hora vamos ganhar a libertadores” enfatizou Arthur.
João Matheus e Alfredo

Arquivo pessoal
Alfredo Alves de Moura, empresário de 57 anos, buscou na memória e relembrou a época em que começou a se apaixonar pelo clube carioca, e assim repassando este sentimento para João Matheus, engenheiro civil, de 24 anos.
Sobre a expectativa para o jogo contra o hexacampeão da competição, Boca Juniors, Alfredo foi modesto e falou que qualquer placar mínimo o agrada.
“Minha paixão pelo Fluminense surgiu quando eu era adolescente, na década de 80, mas explodiu mesmo no campeonato de 84 nos jogos contra o Flamengo. A expectativa para hoje nada mais é nada menos do que sair com a vitória. O importante 1 a 0, já fico feliz demais. Hoje estou deixando de trabalhar pra assistir esse jogo, é mole um trem desse? Eu sempre admirei o Cartola, isso sempre me chamou atenção, esse é um dos fatores para ter essa paixão gostosa, torcer para uma torcida do bem como a do Fluminense”, explicou Alfredo.
Pulando de pai para filho, João destacou todo seu amor pelo clube do Rio de Janeiro e deu todos os créditos pela escolha do clube ao pai. O torcedor contou ao site Esportes e Notícias que seu pai o vestia com o manto tricolor desde criança.
“Minha maior influência e meu pai, desde bebê já me vestia de Fluminense e graças a ele hoje sou Tricolor e não esqueço nunca a primeira camisa minha clube, a tradicional listrada. São memórias que não tem preço”, explicou João.
Assim como Arthur, João relembrou a fatídica derrota para a LDU e disse que a final contra o Boca, agendada para este sábado é uma segunda chance para massa Tricolor conquistar à América.
“Expectativa para hoje é acabar algo que começamos lá em 2008, quando passaram-se 15 anos e hoje dentro do Maracanã, com nossa torcida apoiando, não tem palavra para descrever. O grito de campeão ja está preparado só esperando. Vamos tricolor chegou a hora vamos ganhar a Libertadores”, concluiu.
Duas famílias e o mesmo ideal: o amor pelo clube de coração passado de geração em geração.


















