“Culpar caboclo e índio é de extrema covardia”, dispara Luisa Mel sobre declaração de Bolsonaro

Pantanal já teve 20% da sua área perdida e ainda não há dados sobre recuperação do dano
luisa_mel

Por Esportes & Notícias

A ativista de defesa dos animais, Luisa Mel, esteve reunida com o governador Mauro Mendes (DEM), na tarde desta sexta-feira (25), para tratar de assuntos relacionados aos incêndios no Pantanal. Ao fim do encontro ela seguiu para Porto Jofre e criticou a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que tentou desviar o foco da autoria das queimadas. “Jogar a culpa no caboclo e no índio é de extrema covardia”, avaliou.

Em discurso na Organização das Nações Unidas, na semana passada, Bolsonaro disse que as queimadas eram provocadas por indígenas para limpeza de áreas para plantação.
A Polícia Federal investiga pelo menos 5 produtores rurais como possíveis autores dos incêndios que provocaram todo o dano ambiental no bioma Pantanal. A eles são atribuídos os focos iniciais que se espalham por milhares de hectares desde julho.

“É notória a minha discordância com a opinião do Bolsonaro nessa questão ambiental. Acredito que ele é responsável, sim, pelo que está ocorrendo na Amazônia e no Pantanal, pelo seu discurso e pelo enfraquecimento do Ibama e ICMBio, que tem sua fiscalização totalmente frágil. Jogar a culpa para caboclo e índio é de extrema covardia, sendo que está comprovado que a grande destruição é provocada por fazendeiros”, destacou.

Em vista ao estado, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, reconheceu que a estiagem e a falta de manejo do fogo para eliminar a vegetação seca são fatores principais para a situação atual. O fogo ainda é meio mais rápido e barato para abertura de áreas para pastagem. O método é amplamente utilizado nas propriedades rurais.

“Isso enriquece meia dúzia que ficam cada vez mais bilionários e o povo cada vez mais prejudicado. Foi muito infeliz, mais uma vez, a declaração do Bolsonaro em relação ao meio ambiente”, diz Luisa Mel.

Ela adiantou que a conversa com o governo foi muito produtiva, mas que é necessários estudos envolvendo cientistas, ambientalistas, governo Federal e Estado para que a situação se repita. Ela pondera que é preciso também ouvir o pantaneiro para entender a realidade vivida e tomar medidas para evitar novos incêndios.

A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, informou que o Estado tem adotato várias ações para conter o fogo e tem um plano de combate aos incêndios florestais. Equipes de segurança pública foram enviadas ao local, principalmente bombeiros para combater o avanço dos incêndios. Há também ações de resgate a animais, fiscalização e combate. “Esse ano é atípico e maior do que nossa estrutura é capaz de suportar”, destaca.

De acordo com a secretária, 20% do Pantanal já foi comprometido e entidades lutam para calcular o prejuízo e tomar providências para que essa perda seja restaurada e se o prejuízo pode ser revertido.

“O desafio hoje é coletar dados para que essa situação e os danos sejam restauradas, combater o fogo e resgatar os animais”, relata.

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