CUIABÁ
05 de dezembro de 2021 - 18:43

Cuiabá reclama da arbitragem e diretoria faz reclamação á Comissão da CBF

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Por Esportes & Esportes

A diretoria do Cuiabá não está satisfeita com a arbitragem de Raphael Claus e o VAR, no jogo de domingo, na Fonte Nova, em Salvador, na Bahia, onde teve dois gols anulados que impediu o time de chegar ao mágico número de 45 pontos ganhos e, praticamente, garantir sua permanência na Série A do ano que vem. A diretoria considera que os gols foram legais e injustamente anulados. Com o empate sem gols, o Cuiabá chegou aos 43 pontos ganhos e tem quatro jogos para encerrar sua participação na temporada, todos considerados dificílimos: Palmeiras, dia 30 de novembro, na Arena Pantanal; Athtético Paranaense, dia 03 de dezembro, em Curitiba, no Paraná; Fortaleza, dia 06 de dezembro, na Arena Pantanal, e o Santos, dia 09 de dezembro, na Vila Belmiro, em Santos.

O técnico Jorginho era um dos mais revoltados com as anulações dos gols que resultaram no empate em zero a zero. Segundo ele a bandeirinha Neusa Inês Back errou no primeiro gol dando impedimento em lance legal e árbitro Raphael Claus errou ao dar falta de Jenison no segundo gol. As irregularidades foram confirmadas pelo VAR.

“O VAR precisa ser consultado. No lance do Jenison, deveria ter chamado o Claus para tirar a dúvida. Essa situação foi bem confusa. Não quero colocar nenhum peso em cima do árbitro, mas o VAR tem que chamar para tirar qualquer dúvida. Infelizmente isso não aconteceu, e hoje tiraram nossa permanência”, afirmou Jorginho.

Nesta segunda-feira a diretoria do Cuiabá anunciou, através de nota oficial, que o clube foi prejudicado e que estava entrando com uma representação junto a Comissão de Arbitragem contra os erros do árbitro Raphael Claus e do VAR. E que espera que isso não ocorra nos próximos quatro jogos do clube que luta pela permanência na Série. As chances de cair são de 4%.

 Confira a Nota Oficial do Cuiabá

“Na noite deste domingo (21), o Cuiabá foi claramente prejudicado pelas decisões equivocadas dos árbitros no empate sem gols com o Bahia, na Arena Fonte Nova, pela rodada 34 do Brasileirão.

 A diretoria do clube enviou um ofício para a Comissão de Arbitragem referente aos erros do árbitro Raphael Claus e demais membros da arbitragem, com cobranças sobre as graves falhas cometidas no duelo, sugerindo uma reciclagem para o qualificado árbitro. O clube pediu ainda uma análise um parecer da Ouvidoria, além de solicitar os áudios do VAR nos lances. 

 O Dourado teve dois gols mal anulados, mesmo com a intervenção do VAR no lance do impedimento inexistente após o toque de Max para Felipe Marques.

 Com a implantação do VAR, a FIFA realizou alguns ajustes nas regras e definiu que o sistema de tecnologia tem que captar a imagem para definir a linha de impedimento no momento zero, ou seja, no contato da bola para o passe e não no momento um, na saída da bola. Essa definição veio para não deixar nenhuma dúvida ao analisar a imagem em câmera lenta. No caso do Dourado, a imagem mostrou claramente que a bola já tinha saído dos pés do meia Max após o VAR traçar as linhas de impedimento.

 A atuação infeliz dos árbitros na partida ainda teve a marcação de uma falta inexiste no que seria o segundo gol do Dourado na partida, em cabeçada de Jenison.

 – O Raphael Claus é um dos melhores árbitros do quadro nacional, é um árbitro FIFA, sempre com atuações seguras, os jogadores respeitam muito e consegue ter o controle da partida. E ontem tivemos dois erros gravíssimos. No primeiro erro, o VAR marcou a linha no momento errado, depois da bola ter saído do pé do Max. Gravíssimo. O segundo marcou uma falta inexistente e que o árbitro estava de frente – reclamou o vice-presidente Cristiano Dresch.

 O Cuiabá vem a público pedir lisura e imparcialidade dos árbitros nesta reta final de Série A do Brasileiro. O clube, prestes a completar 20 anos, tem um trabalho sério e honesto e não irá admitir mais erros dessa natureza que podem custar o esforço de um ano inteiro.

 – Os árbitros estão entrando nos jogos pressionados. Essa pressão acaba virando uma bola de neve. O que aconteceu em Flamengo e Bahia foi um reflexo do que o Flamengo fez por causa do jogo da Chapecoense. E o Bahia fez um escarcéu enorme na mídia. Aí cria uma pressão desnecessária na arbitragem. Quem arcou com as consequências dessa pressão foi o Cuiabá. O árbitro não estava mal-intencionado, mas a pressão era tão grande nas costas que ele vai marcar a favor do prejudicado antes. O mínimo que ele deveria ter feito era ter revisado o segundo gol pelo VAR. O Cuiabá não precisa ser ajudado, só precisamos que não sejamos prejudicados. Deixamos de fazer três pontos por dois erros de arbitragem. Isso não pode acontecer. Essas pressões estão atrapalhando. Não adianta ir à mídia chorar e criar pressão. Não queremos nenhuma vantagem. Ele estava pressionado, foi feito toda uma campanha, e ele na dúvida ele ia dar sempre para o mandante – completou o vice-presidente.

 Cuiabá, MT, 22 (AFI) – “

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