CUIABÁ
05 de dezembro de 2021 - 19:56

CPI da sonegação fiscal da Assembleia Legislativa “mira suas armas” contra produtores rurais

“Vamos nos concentrar na sonegação do agronegócio, que sonega e sonega muito”, disse o deputado Wilson Santos que preside a comissão
CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação Fiscal, da Assembleia Legislativa, está de olho nos crimes cometidos por produtores rurais. Nesta quarta-feira (24), a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) notificou 130 pessoas ligadas ao agronegócio suspeitas de falsificação de documentos e emissão de notas fiscais frias.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), disse que vai solicitar as informações apuradas pela Polícia Civil.

“Vamos nos concentrar na sonegação do agronegócio, que sonega e sonega muito. O setor de combustíveis sonega e sonega muito. […]  Mato Grosso perde bilhões de reais anualmente por não ter uma fiscalização eficiente, rigorosa, presente nos quatro cantos do estado”, disse o deputado.

A CPI l foi instalada em março de 2019 e apura crimes em vários setores da economia. Até aqui, já foram realizadas cerca de 50 reuniões onde foram ouvidos representantes dos setores dos combustíveis e mineração.

Somente no setor de combustíveis a comissão identificou sonegação de aproximadamente R$ 600 milhões. Já na área da mineração foi identificado que  para cada R$ 1 pago em impostos, entre R$ 7 e R$ 10 são sonegados.

A partir de janeiro do ano que vem, os alvos da investigação serão produtores rurais e os empresários do ramos de frigoríficos. A comissão terá mais 180 dias de trabalho para conclusão do relatório final.

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