Comissão do VLT trará solução para mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande

Solução para obra que deveria ter sido terminada em março de 2014, que teve caso de corrupção e cobrança de propina, deverá sair da comissão formada entre os governos federal e estadual.
VLT

A comissão montada pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério de Desenvolvimento Regional, em parceria com o Estado de Mato Grosso, terá um prazo máximo de 120 dias para apresentar uma solução para a questão da mobilidade urbana para Cuiabá e Várzea Grande. 

A comissão foi formada após três reuniões realizadas em Brasília com as equipes dos governos estadual e federal. De acordo com o governador Mauro Mendes, durante as reuniões foi demonstrada a necessidade de se encontrar uma solução para essa situação, em parceria com o Governo Federal e órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União e Advocacia Geral da União.

Principalmente porque a obra de mobilidade do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que foi financiada com recursos federais para atender a Copa de 2014, não foi concluída até o presente momento, tendo passado duas copas do mundo e duas gestões, tendo consumido mais de R$ 1 bilhão.

“O VLT foi financiado com recursos federais, tem dinheiro da Caixa Econômica Federal, por meio do FGTS, e a obra está parada com um contrato rescindido pela Justiça de Mato Grosso. Por isso é importante que essa decisão seja tomada em conjunto com todos os órgãos federais envolvidos”, destacou o governador.

Mauro Mendes acrescentou que o problema envolvendo o VLT é muito complexo, pois existem três ações na Justiça contrárias às decisões que foram tomadas contra o modal e a execução da obra. Além da demora no término da obra e as questões judiciais que permearam o contrato, outro fato grave envolvendo o VLT é o esquema de corrupção delatado pelo ex-governador Silval Barbosa à Procuradoria Geral da República.

“(…) o colaborador combinou com o consórcio VLT que as propinas seriam pagas no montante de 3% do valor pago pelo Estado para o consórcio, cabendo ao consórcio efetuar os pagamentos dos retornos através das empresas pertencentes a João Carlos Simoni, pois esse prestava através de uma de suas empresas serviços para o VLT, dessa feita, o consórcio além de pagar os valores devidos pelos serviços prestados pelas empresas de João pagava um valor a maior referente à propina devida ao colaborador por cada medição realizada nas obras”, afirmou Silval Barbosa no Volume 1 da delação premiada, homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

O ex-governador, que detalhou todo o esquema de corrupção na obra do VLT, destacou que os “pagamentos das propinas eram efetuados conforme as medições e respectivos pagamentos do Estado perante o consórcio, pelo que o colaborador tem ciência todo o pagamento das propinas foram executados da forma citada (…)”, conforme trecho extraído da delação.

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