CUIABÁ
25 de setembro de 2021 - 04:47

Circuito Aprosoja enfatiza vantagens do Imposto Único que desonera empresas e empregados

A proposta que mudaria a reforma tributária em tramitação é aprovada pelo governador Mauro Mendes
Mauro Mendes - Aprosoja

Por Esportes & Notícias

“A reforma tributária como está não traz benefícios ao Brasil, a maioria dos setores sofrerá aumento considerável de tributos, principalmente a agricultura, que poderá ser severamente prejudicada”. A afirmação do professor Marcos Cintra que nesta segunda-feira (13), participou do encerramento do 15º Circuito Aprosoja, em Cuiabá. O evento teve como tema. “Tributação: Quem paga a Conta”?

O palestrante explicou que em 33 anos de Constituição Federal foram criados 390.726 normas tributárias e mais de R$ 5,3 trilhões em impostos são discutidos na justiça. Uma estrutura complexa que gera impacto elevado para quem produz, além de alto custo para as empresas cumprirem regras.

Números da Aprojosa mostram que as empresas gastam todos os anos R$ 55 bilhões com tribut0s fiscais, o que estimula e facilita a sonegação. Segundo à associação, os governos deixam de arrecadar meio trilhão de reais por ano com sonegação,  o que acaba sobrecarregando assalariados e empresas organizados como forma compensatória. Apontamentos avalizados pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), que participou do evento.

“Todos sabemos que a tributação brasileira é arcaica, antiga, ela não é justa, é burocrática, permite sonegação. Então, nós precisamos, definitivamente mudar isso. Então, hoje no circuito Aprosoja, o professor Marcos Cintra trouxe muitas ideias interessantes  que vão contribuir com o setor do agronegócio  e todos os demais da economia brasileira. Esperamos que estas ideias possam definitivamente ajudar o Estado a cobrar do governo federal uma reforma, de verdade, na tributação deste país”, disse o governador.

Imposto Único

Marcos Cintra é idealizador do Imposto Único, expresso na  Emenda n° 2 à PEC 45/2019. Ele propõe a unificação de tributos no Imposto Único Federal (IUF). Funciona assim, alíquota única de 2,81% para quem paga e para quem recebe em todas as transações financeiras: cheques, ordens de pagamento, DOCs, TEDs, transferências eletrônicas, etc. Uma saída ao famigerado Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A unificação beneficia empregados e empregadores.

“O trabalhador deixaria de ter descontos do Imposto de Renda quando recebesse seu salário. Ou seja, o assalariado teria seu poder de compra elevado. O mercado consumidor seria ampliado, criando condições para o crescimento econômico autossustentado”, explica Cintra.

“As empresas seriam beneficiadas com a redução dos custos administrativos. Estima-se que os tributos representam de 20% a 30% dos custos administrativos. Esses recursos poderiam ser aplicados em novos investimentos, gerando produção, emprego e renda”, completou.

“Estamos mostrando aos nossos produtores rurais associados, autoridades e sociedade em geral os impactos que a reforma tributária pode causar, caso seja aprovada da forma que está. Percorremos quase 5 mil quilômetros, visitamos 20 municípios e mais a Capital do Estado levando informações da entidade, e principalmente ouvir as demandas dos nossos produtores críticas e sugestões”, disse o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Fernando Cadore.

(Com Aprojosa-MT)

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