A concessionária Nova Rota do Oeste, responsável por um trecho da BR-163 em Mato Grosso, foi adquirida pelo Governo do Estado em maio deste ano por apenas R$ 1. A empresa, que antes pertencia à Odebrecht, estava em grave crise financeira e não conseguia cumprir as obras de melhorias na rodovia.
Com um investimento de R$ 1,6 bilhão em dois anos, o Estado conseguiu realizar os trabalhos de pavimentação e duplicação da BR-163, aumentando a segurança e a fluidez do tráfego. Com isso, o valor de mercado da concessionária disparou e hoje está estimado em até R$ 4,8 bilhões.
“Essa empresa não valia nada. Foi comprada por R$ 1 e hoje vale duas ou três vezes mais do que o R$ 1,6 bilhão que está aportando. Além do benefício social das obras executas, o Governo de Mato Grosso terá lucro em cima dessa operação e poderá investir em novas rodovias”, declarou Cidinho Santos (PP), presidente do conselho fiscal e administrativo da Nova Rota do Oeste.
Cidinho fez essa afirmação durante o lançamento do edital para duplicação da BR-163 entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. Ele também indicou que o Governo do Estado poderá vender parte ou toda a sua participação na concessionária no futuro. “Daqui a três ou quatro anos o governador, se desejar, poderá vender 100% ou 30% das ações da empresa, e sair do negócio”, disse.
Para assumir o controle da concessionária, o Estado teve que negociar uma dívida de R$ 950 milhões que a empresa tinha com sete bancos. Por meio da MTPAR (MT Participações e Projetos), o Estado pagou R$ 446 milhões e quitou todos os débitos.


















