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Centro-Oeste mostra contraste no futebol com Arena Pantanal em alta e Morenão em recuperação

Enquanto o estádio mato-grossense mantém calendário ativo, o palco esportivo sul-mato-grossense tenta sair de um período de inatividade

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O futebol do Centro-Oeste brasileiro apresenta atualmente um contraste significativo entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, especialmente quando se observa a utilização e a condição de seus principais estádios.

Na Arena Pantanal, há um cenário de uso frequente e inserção em eventos relevantes do calendário nacional e internacional. O estádio ganhou visibilidade nos últimos anos durante o período em que o Cuiabá esteve na Série A do Campeonato Brasileiro por quatro temporadas consecutivas. Mesmo após a saída da elite, o palco esportivo segue recebendo partidas importantes, incluindo as da Série B, além de ter sido palco da final da Copa América de 2020,  da Supercopa do Brasil em 2022 e confronto das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Além disso, Cuiabá foi incluída na programação das FIFA Series, torneio de preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027 promovido pela FIFA. Esse conjunto de eventos indica que o estádio mantém um nível contínuo de operação e segue apto a receber competições de diferentes escalas, o que reforça sua relevância dentro da região.

Por outro lado, a realidade do estádio Morenão, em Campo Grande é completamente distinta. Oficialmente chamado de Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão foi inaugurado em 1971 e se consolidou como o maior estádio do estado, além de ser reconhecido como o maior estádio universitário da América Latina. Sua capacidade oficial supera 44 mil pessoas, o que historicamente o colocou como principal palco esportivo sul-mato-grossense.

Apesar dessa relevância, o estádio está sem receber grandes partidas desde 2022 e passa por um processo de revitalização em 2026. Reportagem da TV Morena mostrou o estado atual do local, com gramado alto, presença de vegetação e condições que impedem a prática de futebol no momento.

Segundo informações apresentadas na própria reportagem, há um planejamento em andamento para recuperação do estádio. As ações incluem limpeza, manutenção e implantação de sistemas de segurança e monitoramento. Com a saída da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a responsabilidade sobre o espaço, o governo estadual passou a conduzir diretamente o processo de revitalização.

A expectativa divulgada é de que o estádio possa ser reaberto de forma gradual, com a possibilidade de realização de alguns jogos em curto prazo e funcionamento mais amplo a partir de 2027. Também foi mencionada a possibilidade futura de adoção de um modelo de parceria público privada, estratégia já utilizada em outros estádios brasileiros para viabilizar manutenção e operação.

O contraste entre os dois cenários está relacionado principalmente ao nível de utilização e conservação das estruturas. Enquanto a Arena Pantanal permanece ativa no circuito esportivo, o Morenão passa por um processo de recuperação para retomar suas atividades.

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