Após o impasse nas negociações com o Podemos, o PSDB em Mato Grosso passou a buscar novas alternativas para composição partidária. O presidente estadual da sigla, deputado Carlos Avallone, informou nesta segunda-feira (16) que retomou conversas com o Republicanos e iniciou diálogo com o MDB com o objetivo de formar uma federação. De acordo com Avallone, o processo de fusão com o Podemos foi interrompido devido a um impasse envolvendo a presidência da nova legenda que seria criada a partir da união.
“Estava tudo pronto, mas nos detalhes finais houve divergência sobre a presidência do partido. Defendíamos o revezamento, mas não houve acordo. Nós fizemos uma convenção nacional, autorizamos a incorporação, e infelizmente, depois de ajustes mais finos, houve um desentendimento sobre quem comandaria o partido pelos próximos 10 anos. Entendíamos que deveria haver alternância, a cada um ou dois anos, mas isso não foi aceito”, disse.
Avallone ressaltou que a sigla agora mira na formação de uma federação com o Republicanos ou com o MDB.
“Continua uma conversa com o Podemos, mas o PSDB já iniciou tratativas com o Republicanos para formar uma federação, e não mais uma fusão. E, em seguida, abrimos conversações também com o MDB. Acho que é um novo momento. Se não der certo com o Podemos, vamos para uma nova fase, com Republicanos ou MDB”, pontuou.
O deputado ainda relembrou que o PSDB estava confortável com a parceria com o Podemos em Mato Grosso.
“Já havíamos conversado, inclusive, sobre a possível filiação do deputado Max Russi, que tinha anunciado publicamente sua vinda ao partido em março. Estávamos trabalhando nessa linha”, disse.
Para Avallone, as uniões partidárias são necessárias para o fortalecimento político e a redução do número de legendas no país. “O Brasil clama por menos partidos. Não faz sentido termos 30 partidos, não existem tantas diferenças ideológicas assim. Muitos acabam sendo usados apenas para acordos políticos, o que sempre deixa uma espada sobre nossas cabeças. Por isso, aprovamos legislações para diminuir esse número e agora temos que fazer valer”, pontuou.
O parlamentar ainda afirmou que vê espaço para entendimentos entre partidos de centro e centro-direita.
“Aqueles que trabalham com conversa e diálogo têm mais chances de fazer isso dar certo. O radicalismo, tanto da esquerda quanto da direita, sempre encontra mais dificuldade para se unir”, concluiu.
















