Convidado pelos deputados estaduais, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (14), para agradecer o apoio institucional da Casa no enfrentamento de um dos debates mais sensíveis e relevantes para o setor produtivo nos últimos anos: a Moratória da Soja.
Falando em nome da Aprosoja MT e dos milhares de produtores rurais representados pela entidade, Lucas destacou a postura dos parlamentares, ressaltando o empenho, a escuta ativa e a sensibilidade demonstrados durante a construção do debate que resultou na Lei dos Incentivos (Lei nº 12.709/2024). Em sua fala, ele agradeceu especialmente aos 12 deputados que subscreveram a proposta como coautores.
O presidente da Aprosoja também fez questão de reconhecer o papel dos produtores rurais que participaram ativamente do processo, sobretudo aqueles que tiveram seus nomes incluídos na lista da Moratória da Soja e decidiram tornar pública a realidade vivida no campo. “Aos colaboradores da Aprosoja MT, que se dedicaram intensamente a esse tema, e aos produtores rurais, tanto os que estiveram na lista da Moratória da Soja e tiveram coragem de se expor, quanto os que nunca estiveram, mas compreenderam que o fortalecimento do setor é a melhor defesa contra abusos, deixo meu profundo agradecimento”, afirmou.
Além do Legislativo e do setor produtivo, Lucas Costa Beber também agradeceu ao governador Mauro Mendes (União) pela sanção da lei e pela defesa da pauta no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, o fim da Moratória da Soja fortalece Mato Grosso, promove maior equilíbrio entre os municípios e reafirma a capacidade do estado de conciliar produção e responsabilidade ambiental.
Lucas reforçou que os agricultores mato-grossenses produzem com compromisso socioambiental e que o encerramento da imposição não representa retrocesso na preservação ambiental.
“Produzir com responsabilidade socioambiental é um compromisso nosso, não por imposição externa ou de grandes corporações, mas porque a Constituição Federal e o arcabouço ambiental mais rigoroso do mundo assim determinam”, declarou.
O presidente da Aprosoja ainda destacou que novas tentativas de restrições econômicas podem surgir, mas que o setor está mais preparado para enfrentá-las.
“Abusos econômicos camuflados de verde ainda serão tentados, mas hoje temos a certeza de que teremos maturidade e firmeza para debater e defender o produtor rural”, concluiu.


















