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Após ser alvo da PF, Faissal brinca durante pedal: “que horas são no meu Rolex?”

O deputado é investigado por supostamente participar de uma estrutura financeira que teria sido utilizada para movimentar e ocultar recursos de origem suspeita

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O deputado estadual Faissal Calil (Cidadania) utilizou as redes sociais para fazer uma referência bem-humorada aos desdobramentos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta semana. Durante participação no Pedal 4º Bravo, promovido pela Polícia Militar em Várzea Grande, o parlamentar apareceu em um vídeo ironizando a repercussão envolvendo itens de luxo apreendidos durante a ação.

Vestindo uma camisa da Seleção Brasileira e equipado com capacete de ciclismo, Faissal gravou imagens enquanto percorria as ruas da cidade ao lado de outros participantes do evento esportivo. Em determinado momento, exibiu o relógio que usava no pulso e brincou com a situação.

“Dá um alô aí no meu Rolex”, afirmou o deputado, seguido de risadas.

A pessoa responsável pela gravação também entrou na brincadeira ao comentar que havia quem dissesse que o parlamentar não estaria em Várzea Grande após a operação policial.

Em resposta, Faissal reforçou sua presença frequente no município e afirmou que mantém sua rotina normalmente. “Toda segunda-feira estou em Várzea Grande”, declarou antes de continuar o percurso.

A manifestação ocorre um dia após o parlamentar figurar entre os alvos da Operação Gemini, que investiga um suposto esquema de negociação de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Além de Faissal, também foram alvos da investigação o desembargador afastado Dirceu dos Santos, o advogado Bruno Oliveira Castro e o empresário Luciano Cândido Amaral. Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal apreendeu relógios de luxo, armas de fogo e outros bens de alto valor.

Segundo a PF, o deputado é investigado por supostamente participar de uma estrutura financeira que teria sido utilizada para movimentar e ocultar recursos de origem suspeita. Os investigadores apontam que ele teria atuado como pessoa de confiança do magistrado afastado em operações patrimoniais e financeiras sob análise.

As apurações também identificaram movimentações bancárias consideradas atípicas, incluindo depósitos, saques em espécie e transferências financeiras que agora passam por auditoria da Polícia Federal.

Faissal nega qualquer irregularidade e afirmou que pretende colaborar com as investigações para esclarecer os fatos.

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