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Após 17 anos, mãe e filhos são condenados por matar produtor rural em MT

As penas somadas chegam a 56 anos e 4 meses de prisão, todas em regime fechado

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Dezessete anos após o crime, o Tribunal do Júri da Comarca de Vera condenou Maria de Lourdes Pipper Peron, de 64 anos, e seus filhos Adriano Peron, de 41, e Diomar Peron, de 37, pelo assassinato do produtor rural Adelfo Borghezan Peron, ocorrido em fevereiro de 2008. A sentença foi proferida após dois dias de julgamento, encerrado na sexta-feira (7). As penas somadas chegam a 56 anos e 4 meses de prisão, todas em regime fechado.

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime aconteceu durante a madrugada, na Chácara Santa Maria, zona rural do município. A vítima, de 50 anos, dormia quando foi atingida com três golpes de faca, desferidos pela esposa, Maria de Lourdes, que perfuraram o pulmão esquerdo. Ainda viva, Adelfo foi levado pelos filhos até um galpão, onde acabou enforcado com uma corda, morrendo por asfixia mecânica.

As investigações apontaram que o crime foi motivado por disputas patrimoniais e desentendimentos sobre a administração dos negócios da família. A execução foi premeditada e cruel, com tentativa de simular um suicídio. A Politec realizou os trabalhos de perícia e descartou essa hipótese, constatando que a vítima foi atacada enquanto dormia, sem chance de defesa, e que o local foi limpo para eliminar vestígios.

“A motivação foi torpe, movida por interesses patrimoniais. Os réus não apenas tiraram a vida de Adelfo, mas tentaram encobrir o crime com uma encenação de suicídio, o que demonstra frieza e planejamento”, afirmou o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos, durante o julgamento.

O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, asfixia e impossibilidade de defesa da vítima. Cada um dos três réus recebeu pena de 18 anos e 8 meses de reclusão. A nora da vítima, Tamires Paula Tonin, foi absolvida por falta de provas.

A decisão foi proferida pelo juiz Victor Lima Pinto Coelho, com atuação dos promotores Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), criado neste ano pelo Ministério Público de Mato Grosso para auxiliar em julgamentos de grande complexidade e repercussão.

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