CUIABÁ
27 de fevereiro de 2021 - 18:40

Antonio Joaquim avalia delação como ‘vingança ardilosa’ e afastamento como trama covarde

Novelli e Antonio Joaquim foram reintegrados ao órgão de controle pelo presidente Guilherme Antonio Maluf na segunda-feira (22)
antonio_joaquim

Por Esportes & Notícias

Ao contrário do colega José Carlos Novelli que adotou discurso rápido, contido e com pensamento do futuro, o conselheiro Antonio Joaquim utilizou o seu tempo da sessão virtual do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) desta terça-feira (23) para se defender de todas as acusações feitas em delação premiada pelo ex-governador Silval Barbosa.

Novelli e Antonio Joaquim foram reintegrados ao órgão de controle pelo presidente Guilherme Antonio Maluf na segunda-feira (22), após afastamento que durou três anos e cinco meses.

Ponto a ponto, Antonio Joaquim se defendeu e considerou a delação do ex-governador como ‘vingança ardilosa’, seu afastamento do TCE-MT como uma ‘trama covarde’ e avaliou o retorno como alívio e revolta. O conselheiro está de volta ao TCE-MT após as decisões do ministro do STJ, Raul Araujo e do juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara da Justiça Federal de Cuiabá.

“Ufa. Faz muito tempo que não vejo esse ambiente. Há mais de três anos eu anunciava que iria me aposentar e me despedi de meus pares e naquele dia começou o turbilhão da minha vida. Há um sentimento de revolta pela certeza de que fui vítima de uma rancorosa e maldosa trama. Tenho essa convicção. De um lado pesou a vingança ardilosa do ex-governador Silval Barbosa contra minha atuação vigilante. Atentei em meus relatórios sobre as mentiras das obras da copa. Eu dizia, não vai ficar pronto, está tudo errado. A esse fato atribuo a minha citação na sua delação”, desabafou.

O conselheiro afirmou que foi vítima de injustiça e que ainda não houve julgamento sobre os fatos, apenas uma citação em delação. Também disparou que subestimou a “mente perversa de Taques”, se referindo ao ex-governador Pedro Taques (SD) e também criticou o ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot.

“De outro lado pesou a mente raivosa do ex-governador Pedro taques que em conluio com o seu colega o ex-procurador geral da república, Rodrigo Janot para se livrar de um possível candidato e adversário em 2018. Na condição de procurador, ele atendeu o amigo Pedro Taques, pesou a mão e pediu meus dois afastamentos. Eu fui alvo de um ataque após um pré-sinalização de candidatura ao governo. Esse foi o crime que cometi, a ousadia de anunciar que sairia do TCE, de um cargo vitalício para concorrer ao cargo. É fato eu subestimei a mente maldosa e perversa do ex-governador Pedro Taques. A minha única satisfação é que naquela eleição que fui retirado do pleito a população lhe deu o seu devido tamanho, ele ficou em 4º lugar e perdeu para votos brancos e nulos. Ao meu respeito, não cometi nenhum crime, nenhuma ilegalidade. Sou absolutamente inocente”, se defendeu.

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