Antigos garimpos e empregos

Alfredo da Mota Menezes

Por: Alfredo da Mota Menezes

Nas antigas regiões de garimpos de diamantes no estado, como Poxoreu, Guiratinga, General Carneiro, Tesouro, Alto Paraguai, Nortelândia e Arenápolis o PIB per capita e o IDH estão abaixo da média estadual e os problemas atuais de todas localidades são quase idênticos. Diamantino e Alto Garças estão em situação diferente por terem terras para a agricultura extensiva.

A distância entre um município garimpeiro antigo e os do agro cresce cada dia mais. E tende a aumentar pelo próprio uso do Fethab que beneficia mais as regiões agrícolas.

O principal problema daqueles municípios é a falta de empregos. A pauta principal dessas localidades deveria ser como encontrar meios para gerar emprego e renda. Existem alternativas, algumas em andamentos e outras tentadas, que talvez ajude regiões de garimpo nessa busca.

A pecuária é possível em terras acidentadas. De preferência a pecuária leiteira que, segundo estudos, é o setor que mais gera empregos no campo. Tem que haver laticínios e a realidade mostra que o trabalho conjunto em cooperativas seria o caminho mais sensato.

Plantar frutas, fumo, castanha, café e outras culturas perenes também podem ser alternativos em terras acidentadas. Peixe em cativeiro seria outro caminho.

O primeiro passo de uma localidade interessada em dar um empurrão nessas áreas na economia local seria buscar o apoio técnico da Embrapa em Sinop. Ela tem feito esse trabalho pelo Brasil afora, por que não na região de antigos garimpos?

Tem ONGs no Brasil e no exterior que trabalham nessa direção também. BID e o FCO podem ser onde buscar recursos e incentivos para melhorar qualidade de vida desses lugares.

Gemas semipreciosas têm aos montes naqueles municípios e ainda não são exploradas. A Metamat quem sabe poderia ser o lugar para dar apoios para exploração e a transformação delas em joias.

Outro item dessa pauta seria o turismo. São lugares com serras, quedas de água, lagos, que podem ser explorados. Quem sabe o setor de turismo, seja no estado ou em Brasília, possa dar suporte e mostrar caminhos sobre esse assunto. O problema maior a ser enfrentado seria a infraestrutura hoteleira necessária para receber turistas.

Dizem gentes desses lugares que o garimpo antigo de enxada e picareta e da draga não tirou 30% dos diamantes existentes ali. Se verdade, não daria para abrir espaço para empresas mineradoras nacionais ou do exterior, com máquinas e apetrechos apropriados, atuarem numa busca maior ao diamante?

Talvez possa ser feito, não custa nada sonhar, um plano de ação conjunto dessas localidades para enfrentar problemas quase idênticos. Ou, senão por aí, que cada município criasse o seu, em torno dessa ou daquela alternativa, para gerar empregos. Num ano eleitoral poderia ser produzido um documento para ser entregue aos candidatos.

Não ficar, como agora, sendo engambelados por emendas parlamentares. Ao invés de emendas que tentem ajudar essas regiões a encontrarem meios que gere mais empregos. Você não acha que as pessoas desses municípios, se os políticos não se comprometerem de forma concreta, deveriam mandá-los cantar em outra freguesia?

ALFREDO DA MOTA MENEZES é cientista político

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