O advogado Rodrigo Pouso, que representa o empresário Idilley Alves Pacheco, investigado pela morte do ex-jogador de vôlei Everton Pereira Fagundes da Conceição, o “Everton Boi”, afirmou que a ex-mulher do cliente mentiu em depoimento à Polícia Civil. Segundo ele, a testemunha tenta incriminar Idilley com versões contraditórias e sem provas.
“A defesa do Idilley está acompanhando essas novas atualizações e mantém o posicionamento de que essa pessoa que foi ao local teve um papel determinante para isso acontecer. Ela traz várias inverdades. Tenta contar uma história onde ela, testemunha ocular, estava lá e inventa uma história que não bate com o que existe na investigação. Estão tentando colar algo que não vai colar”, disse o advogado.
Rodrigo Pouso reforçou que, desde que deixou a delegacia, sustentou a mesma versão dos fatos e não pretende alterá-la. “Eu mesmo alertei algumas coisas. Eu falei e não vou mudar a versão. Não existe mudar a versão, porque o que eu disse é o fato real.”
Segundo a defesa, a ex-companheira apresenta contradições sobre a relação com a vítima e o próprio cliente. “Primeiro era amigo, depois não era mais amigo, depois virou consultor, depois virou amante. E o certo é que ela colocou o amante e o marido no mesmo local, e acabou acontecendo tudo isso.”
Ainda de acordo com Pouso, Idilley não sabia do envolvimento entre ela e Everton até pouco antes da briga. “Inclusive, no primeiro depoimento que ela deu, ela confirma que não sabia, que estava tudo calmo. Estava calmo porque ele nunca soube.”
A mulher também afirmou que a arma usada no crime era de Idilley e que ele a usava para treinamentos. Rodrigo Pouso contesta. “A arma não é do Idilley. A arma é do Boi. Ela fala isso, mas é uma versão só dela. Inclusive, no depoimento da mãe dela, que sabia onde o Idilley estava antes, a própria mãe diz que ele não estava com arma. Não tem arma. Para ela falar que viu ele treinar, ela vai ter que provar que ele tinha uma arma legal para isso. Que traga o clube, o local. É uma fala isolada, só ela tá criando essa história.”
O advogado afirmou que a prisão temporária será respeitada e que não há intenção imediata de pedir liberdade provisória. “A prisão tem um fim. A defesa entendeu que não precisa, neste momento, pedir a revogação. Ele é réu primário, tem bons antecedentes, é empresário, trabalha, não é envolvido com crime. A gente vai aguardar. Acreditamos que o delegado não vai representar pela prisão preventiva, porque não precisa. Os fatos estão aí.”
















