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Ações do Carrefour têm queda de 5,42% em meio a boicote; entenda

CEO global da empresa defendeu boicote às carnes produzidas nos países do Mercosul
Carrefour sofre boicote de frigoríficos brasileiros | Foto: shutterstock

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A declaração do CEO global do Carrefour é um aceno ao agronegócio francês, que tem se posicionado contra o acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia, assinado em 2019 e previsto para ser implementado em 6 de dezembro de 2024, na próxima reunião do Mercosul.

A proposta gerou protestos em toda a UE, mas a situação se agravou na França, com manifestações de fazendeiros locais que queriam pressionar o governo contra o acordo Mercosul-UE. Para esses produtores, a produção de carnes no Mercosul não segue as mesmas regras, especialmente no contexto ambiental, o que lhes concederia vantagens competitivas injustas.

O que diz o Carrefour Brasil

O Carrefour Brasil tentou se distanciar das declarações de Bompard, mas sem sucesso: o francês detém 60% da participação na franquia. Em nota, o grupo varejista afirmou que ainda não há desabastecimentos nas unidades brasileiras e lamentou a decisão pelos frigoríficos.

“Infelizmente, a decisão pela suspensão do fornecimento de carne impacta nossos clientes, especialmente aqueles que confiam em nós para abastecer suas casas com produtos de qualidade e responsabilidade.”, comentou em nota o grupo varejista.

Autoridades reagem

O ministro da Agricultura Carlos Fávaro disse que o o agronegócio brasileiro não deve fornecer carne para aos mercados do Grupo Carrefour no Brasil.

“Ora, se não serve para o francês, não vai servir para os brasileiros. Então que não se forneça carne nem para o mercado desta marca aqui no Brasil”, disse Fávaro em evento na Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) na última quinta-feira (21).

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, disse que está liderando um boicote ao Carrefour e ao Atacadão. “Do jeito que você me trata, eu tenho o direito de te tratar”, afirmou o governador, defendendo o princípio da reciprocidade nas relações comerciais.

“Dentro da lei, dentro dos limites da lei, eles não terão vida fácil aqui no meu estado por ter desrespeitado o nosso País, desrespeitado o agronegócio”, afirmou.

Fonte: IG Economia

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