O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), busca reverter uma decisão desfavorável que desaprovou suas contas eleitorais e ordenou a devolução de R$ 2,8 milhões aos cofres públicos. O caso, que ganhou destaque no cenário político local, foi julgado pelo juiz Alex Nunes de Figueiredo, da 55ª Zona Eleitoral, em dezembro passado.
O foco do imbróglio recai sobre um pagamento de R$ 2,18 milhões à empresa T2 Comunicação, contratada para gerenciar o marketing da campanha de Brunini.
Segundo a decisão, a documentação apresentada não foi suficiente para comprovar a execução dos serviços, o que resultou na reprovação das contas.
Em sua defesa, Abilio e sua vice, Vânia Rosa (Nova), recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), argumentando que os serviços contratados foram efetivamente prestados e que a comprovação necessária foi anexada ao processo.
No recurso, os advogados afirmaram que a sentença ignorou provas substanciais e acusaram o magistrado de falta de aprofundamento na análise dos documentos apresentados.
“É inaceitável que os recorrentes sejam responsabilizados de maneira tão severa, como se tivessem desviado recursos para fins indevidos, especialmente quando existe vasta documentação nos autos demonstrando a legalidade dos serviços realizados”, destaca o texto do recurso.
A defesa também apontou que o valor elevado pago à T2 Comunicação pode ter influenciado a decisão judicial, mencionando que adversários políticos de Abílio realizaram despesas semelhantes com marketing eleitoral sem enfrentarem questionamentos. Além disso, os advogados criticaram a comparação feita entre o capital social da empresa contratada e os valores recebidos, classificando-a como irrelevante e inadequada para o contexto.
















