O governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que a primeira linha do BRT, que liga o Aeroporto Marechal Rondon ao Centro Político Administrativo (CPA), será concluída dentro do prazo previsto pelo governo estadual. Em meio às cobranças sobre o ritmo das obras e os transtornos causados à população, ele garantiu que o cronograma será mantido e detalhou as próximas etapas do projeto.
Segundo Pivetta, as intervenções já em andamento incluem a finalização das faixas exclusivas e a preparação para a operação do sistema ainda em junho.
“Vai ser cumprida. A conclusão das faixas contínuas, tanto do aeroporto para o CPA como do CPA para o aeroporto. As faixas não terão mais obstáculos, ou seja, o trânsito vai fluir normalmente para ir e para vir”, afirmou.
O governador também disse que outras frentes da obra estão avançando simultaneamente, como a construção das estações e a preparação para aquisição da frota.
“Paralelamente a isso nós já demos ordem de serviço na construção das estações, já estão começando a construção dos terminais e devemos publicar nos próximos 15 dias a compra dos veículos. O termo de referência já está ficando pronto e vamos publicar o edital para aquisição dos veículos modernos, mais eficientes, mais seguros, mais confortáveis, com Wi-Fi e ar-condicionado. Conforto que o povo de Cuiabá e Várzea Grande merece”, disse.
Ele ainda confirmou que a operação inicial do trecho intermunicipal deve ocorrer até o fim do ano, com circulação entre Cuiabá e Várzea Grande pelo corredor até o aeroporto e o CPA.
“No intermunicipal, até o final do ano vai estar funcionando. Esse trecho vai estar funcionando até o final do ano”, reforçou.
Ao ser questionado sobre os impactos das obras no cotidiano da população, Pivetta reconheceu os transtornos e afirmou que o governo trabalha para acelerar a entrega e garantir melhorias no sistema de transporte. Ele também adiantou a expansão do projeto para outras vias da capital.
“Depois a gente começa o segundo trecho, que é a Fernando Corrêa. Nós já estamos trabalhando nos projetos e no edital. Queremos fazer em 12 meses do dia que começa até o dia que entrega”, afirmou.
Em tom mais crítico ao processo anterior da obra, o governador voltou a mencionar problemas herdados da antiga modelagem do sistema e criticou a empresa responsável pela primeira etapa da execução.
“Nós vamos fazer de forma tal que nem um picareta possa entrar na licitação. O que houve, e falo isso com tristeza, é que a empresa que ganhou a licitação, apesar das credenciais, cumpriu todos os requisitos legais, entrou em dificuldade, começou a marcha lenta e a obra virou um lote de brincadeira. Foi incapaz”, disse.
Pivetta explicou ainda que o governo precisou encerrar o contrato anterior após sucessivas notificações e atrasos, optando por uma negociação para evitar a paralisação completa da obra.
“Demoramos porque foram muitas notificações e aditivos de prazo. No final tivemos que fazer uma negociação para tirar a empresa da obra. Se fosse judicializar, até hoje estaríamos brigando na Justiça e a obra parada. Então fizemos uma negociação muito bem feita e tiramos ela da obra”, declarou.
Ao relembrar o histórico do modal anterior que antecedeu o BRT, o governador também criticou o modelo do VLT, classificando a escolha como equivocada.
“Fizemos uma licitação, a empresa ganhou, mas depois fracassou aqui. Pedimos desculpas ao povo de Cuiabá, que já sofre desde 2011, 2012 com esse processo. Foi uma escolha desastrosa. Comprar os trens antes de fazer os trilhos é algo de se estranhar. Isso mostra o que aconteceu naquele projeto”, concluiu.
















