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Papa destaca padre Nazareno como mártir dos pobres durante oração no Vaticano

A manifestação ocorreu durante a oração do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano

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O Papa Leão XIV destacou neste domingo (14) a beatificação do padre Nazareno Lanciotti e afirmou que o missionário italiano foi um mártir por defender os mais pobres em nome do Evangelho. A manifestação ocorreu durante a oração do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano.

A declaração do pontífice acontece um dia após a cerimônia de beatificação realizada em Jauru, em Mato Grosso, que reuniu mais de 17 mil fiéis e marcou o reconhecimento oficial da Igreja Católica ao sacerdote assassinado em 2001.

Ao recordar a trajetória do novo beato, o Papa ressaltou o compromisso de Nazareno Lanciotti com a evangelização e a justiça social. “Ele também foi mártir porque, em nome do Evangelho, defendia os mais pobres. Que o exemplo e a intercessão desses corajosos testemunhos sustentem a missão dos presbíteros e de toda a Igreja”, afirmou Leão XIV.

A mensagem foi divulgada pelos canais oficiais do Vaticano e repercutiu entre fiéis e religiosos no Brasil e no exterior.

Nazareno Lanciotti chegou a Jauru em 1972 e dedicou quase três décadas ao trabalho pastoral e social na região. Durante sua missão, fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar e desenvolveu projetos voltados à saúde, educação e assistência social.

O sacerdote também ficou conhecido por denunciar crimes como exploração sexual de menores, prostituição e tráfico de drogas. Em 2001, foi baleado dentro de sua residência e morreu dias depois em decorrência dos ferimentos.

A cerimônia de beatificação foi presidida pelo cardeal João Braz de Aviz, que leu a carta apostólica assinada pelo Papa Leão XIV oficializando o reconhecimento do martírio do religioso. Com a decisão da Igreja, Nazareno Lanciotti tornou-se o primeiro beato de Mato Grosso.

A beatificação reforça o legado do sacerdote, cuja atuação marcou a história religiosa e social da região oeste do Estado.

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