O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) iniciou nessa terça-feira (9/6) uma auditoria na Câmara Municipal de Cuiabá. A informação foi comunicada aos vereadores pela presidente da Casa, Paula Calil (PL), por meio de nota divulgada antes do início da sessão ordinária.
Embora o objeto da fiscalização não tenha sido detalhado oficialmente, a presidência do Legislativo informou que os trabalhos serão conduzidos por uma equipe técnica da Corte de Contas dentro das atividades regulares de acompanhamento e controle externo exercidas pelo órgão.
Em comunicado assinado pela chefe de gabinete da Presidência, Marly Moraes, a Câmara destacou que a presença dos auditores faz parte das atribuições institucionais do TCE-MT e integra as ações de fiscalização realizadas periodicamente pelo tribunal.
“Ressalto que a presença da equipe faz parte das ações regulares de acompanhamento e fiscalização desenvolvidas pelo Tribunal”, informou a nota.
Entre os auditores designados para atuar nos trabalhos está Benedito Francisco Leite, integrante da equipe escolhida pelo presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo.
A auditoria ocorre em um momento de forte tensão política e administrativa na Capital, marcado por questionamentos envolvendo as contas da Prefeitura de Cuiabá. Nos últimos meses, denúncias relacionadas a supostas irregularidades na aquisição de livros para a rede municipal de ensino e alegações de manobras fiscais colocaram a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) sob pressão.
O tema voltou ao centro do debate durante a sessão desta terça-feira, quando o secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, compareceu à Câmara após convocação do vereador Ilde Taques (Podemos) para prestar esclarecimentos sobre denúncias de supostas “pedaladas fiscais” na administração municipal.
Durante a oitiva, Bussiki admitiu que despesas contraídas em 2025 tiveram pagamentos transferidos para o exercício seguinte. No entanto, rejeitou a classificação de que a prática configure pedalada fiscal.
Segundo o secretário, o termo foi utilizado de forma equivocada pelo ex-secretário de Educação Amauri Monge, responsável por trazer o assunto a público. Bussiki argumentou que a situação financeira do município não teria sido ocultada e que os débitos foram devidamente registrados e informados aos órgãos de controle e às comissões da Câmara Municipal.
Até o momento, o Tribunal de Contas não divulgou prazo para conclusão da auditoria nem detalhes sobre o escopo da fiscalização em andamento no Legislativo cuiabano.

















