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PF investiga rombo do Banco Master em fundo de Pernambuco

Operação Take Over realiza mandados no estado e no Rio de Janeiro para apurar desvio de R$ 3 milhões em previdência de servidores municipais
Polícia Federal de Pernambuco (PE) | Divulgação PF-PE

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Take Over nos estados de Pernambuco e Rio de Janeiro. A ação é para desarticular um esquema de fraudes financeiras e mira na aplicação ilegal do dinheiro público em títulos do Banco Master , instituição financeira que foi liquidada pelo Banco Central (BC), em novembro de 2025.

De acordo com informações da PF, o investimento foi de mais de R$ 3 milhões e colocou em risco o dinheiro da aposentadoria de servidores públicos municipais de Paulista, em Pernambuco. Durante o dia, as equipes policiais cumprem 10 mandados de busca e apreensão no total. Os agentes federais realizam diligências nas cidades de Paulista e Recife, no PE, e também na capital do Rio de Janeiro.

A Prefeitura de Paulista é legalmente responsável por repassar contribuições patronais e cobrir déficits da PreviPaulista | Divulgação/Prefeitura de Paulista (PE)

A PF declarou que todas as ordens judiciais desta operação foram emitidas pela 13ª Vara Federal do estado pernambucano. O pedido partiu diretamente da Polícia Federal, sem envolvimento do Supremo Tribunal Federal ( STF), conforme esclarecimento da corporação.

Operação Take Over

Na mira do caso está o Instituto de Previdência dos Servidores de Paulista (PreviPaulista), município da Região Metropolitana de Recife. Os investigadores evidenciam que a gestão do fundo colocou mais de R$ 3 milhões para aquisição em Letra Financeira (LF) – títulos de renda fixa privados para captação de recursos a longo prazo – emitidas pelo Banco Master.

Essa aplicação é considerada um investimento de alto risco, principalmente em se tratando de uma previdência municipal, na qual exige-se regras rigorosas de segurança para proteção do futuro da seguridade social e assistencial dos trabalhadores. Segundo dados abertos da PreviPaulista, até o momento são assistidos 1.567 aposentados e 485 pensionistas pela instituição.

Investigadores da PF informaram que para fechar a transação, o corpo técnico que faz avaliação dos riscos de investimentos do fundo na PreviPaulista foi esvaziado. A transferência do valor milionário para o Banco Master teria sido imposta em decisão unilateral pela própria presidência do instituto previdenciário que teria justificado o aporte sob a promessa de rendimento de 7% acima da inflação oficial (IPCA) num ano.

Presidente do PreviPaulista, Giovanna Cordeiro | Divulgação/PreviPaulista

Investigação dos crimes

O inquérito trabalha na linha suspeita de crimes ao sistema financeiro nacional e contra a Administração Pública, por exemplo a gestão fraudulenta. As provas recolhidas nos endereços dos alvos da Operação Take Over desta manhã, vão passar por perícia técnica. Os investigadores buscam descobrir se há no esquema o pagamento de propina ou benefícios a agentes públicos com objetivo de facilitar a escolha do banco ou direcionar.

Banco Master

Esse braço das investigações que envolve o banco do empresário preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF), Daniel Vorcaro, expande o cerco sobre as investigações em curso sobre o Banco Master, como a Operação Compliance Zero.

Em informações preliminares, o que se sabe é que mediante a liquidação da instituição financeira pelo BC, os mais de R$ 3 milhões aplicados pelo município oriundo do fundo previdenciário municipal estão seriamente comprometidos, com prejuízo direto nas contas locais.

A redação do iG entrou em contato com a PreviPaulista, mas até o momento não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

Fonte: IG

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