A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (3), a Operação Veritas para investigar uma série de ataques, perseguições e publicações ofensivas direcionadas a um pároco e líder religioso de Barra do Garças. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá.
As investigações são conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças e apuram a suposta prática dos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição praticados por meio de plataformas digitais.
O procedimento teve início após uma representação criminal relatar que conteúdos considerados ofensivos continuaram sendo divulgados contra integrantes da instituição religiosa mesmo após o encerramento de procedimentos anteriores relacionados aos fatos.
Durante a apuração, os policiais identificaram indícios da utilização de aplicativos de mensagens, redes sociais, listas de transmissão, e-mails e outros meios digitais para disseminar acusações e conteúdos considerados ofensivos contra membros da comunidade religiosa.
Ao longo das diligências, foram colhidos depoimentos de vítimas e testemunhas, além da análise de documentos, capturas de tela, registros de publicações e relatórios técnicos destinados à preservação das evidências digitais.
Segundo o delegado Adriano Marcos Alencar, responsável pelo caso, havia risco concreto de destruição de provas eletrônicas. “Os indícios apontavam para uma atuação reiterada por meio de diferentes canais digitais. Havia preocupação com o apagamento de mensagens, exclusão de conteúdos e perda de informações armazenadas em dispositivos eletrônicos”, afirmou o delegado.
Durante o cumprimento da ordem judicial, foram apreendidos celulares, notebooks, computadores, tablets, mídias digitais, documentos e anotações que poderão auxiliar no aprofundamento das investigações.
A decisão judicial também autorizou a extração e análise pericial dos dados armazenados nos equipamentos recolhidos, incluindo a recuperação técnica de arquivos eventualmente apagados.
Além da busca e apreensão, a Justiça determinou medidas cautelares ao investigado, proibindo qualquer contato direto ou indireto com as vítimas, impondo distância mínima de 200 metros e vedando a publicação, compartilhamento ou impulsionamento de conteúdos relacionados aos fatos investigados.
Todo o material apreendido será encaminhado para perícia técnica, etapa considerada fundamental para a identificação de eventuais responsabilidades criminais e para o avanço das investigações.


















