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Paciente de clínica de recuperação é preso por matar interno e tentar forjar suicídio

O suspeito teria montado uma cena simulando um enforcamento para fazer parecer que a morte ocorreu por suicídio

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Uma morte inicialmente tratada como possível suicídio passou a ser investigada como homicídio na manhã desta segunda-feira (1º), em uma clínica de recuperação localizada no bairro Cidade Alta, em Cuiabá. A mudança na linha de investigação ocorreu após análises realizadas por equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que identificaram indícios de adulteração na cena.

O caso foi registrado nas dependências da clínica Pró Vida Centro Terapêutico. Durante os trabalhos periciais, os profissionais constataram inconsistências que descartaram a hipótese de que a vítima tivesse tirado a própria vida.

Segundo as informações levantadas pelas autoridades, a vítima apresentava um quadro de agitação quando foi contida por outro paciente da unidade. Durante a intervenção, o homem acabou morrendo. Na tentativa de ocultar o ocorrido e evitar responsabilização criminal, o suspeito teria montado uma cena simulando um enforcamento para fazer parecer que a morte ocorreu por suicídio.

As equipes policiais identificaram o autor da fraude ainda no local e realizaram a prisão em flagrante. Ele foi conduzido para a delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.

Além da investigação sobre a morte, a fiscalização realizada na unidade revelou uma série de irregularidades. Conforme a Polícia Civil, pacientes estavam sendo utilizados para monitorar outros internos, inclusive pessoas com transtornos mentais graves, sem acompanhamento adequado de profissionais especializados.

Os policiais também constataram a ausência de representantes da direção ou responsáveis técnicos da instituição durante o atendimento da ocorrência, fato que deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

A Politec realizou os trabalhos de perícia. O corpo foi encaminhado ao IML para exame de necropsia.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso e também apura a responsabilidade dos administradores da clínica pelas possíveis irregularidades encontradas no local.

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