Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

“Era ele ou eu”, diz homem que matou colega de trabalho e desovou corpo em escombros

O suspeito alegou legítima defesa

publicidade

Ao deixar a sede da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã desta terça-feira (26), Amarildo Nonato, de 44 anos, confessou publicamente a autoria do assassinato de seu colega de trabalho, o venezuelano Mario Alexandre Oras Cabraleiros, de 45 anos. Ao ser questionado sobre a motivação do crime, o suspeito alegou legítima defesa e declarou: “era ele ou eu”.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, Amarildo e Mario Alexandre possuíam um histórico de problemas de convivência decorrentes do ambiente de trabalho, um estacionamento e lava-jato localizado na região central de Cuiabá. Testemunhas relataram que ambos discutiam com frequência e já haviam trocado ameaças mútuas em ocasiões anteriores.

O homicídio ocorreu no último sábado (23). Conforme o depoimento do acusado, os dois passaram o dia ingerindo bebidas alcoólicas no local de trabalho até que uma nova discussão foi iniciada. A desavença evoluiu para uma briga física com troca de socos. Durante o confronto, Amarildo se apossou de uma faca e de um pedaço de madeira, desferindo golpes fatais contra a vítima.

Após o assassinato, o suspeito arrastou o cadáver de Mario Alexandre até os fundos do estabelecimento, ocultando-o sob escombros e entulhos. O corpo foi localizado no início da tarde de segunda-feira (25) por pessoas que passavam pelas imediações e visualizaram um dos pés da vítima projetado para fora dos escombros.

A Polícia Militar e a DHPP prenderam Amarildo no próprio local do crime, enquanto as equipes isolavam a área para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Ele apresentava um hematoma no rosto e inicialmente tentou simular que havia sido vítima de um roubo, mas acabou confessando a autoria do homicídio logo em seguida.

Amarildo Nonato foi autuado em flagrante pelos crimes de ocultação de cadáver e homicídio qualificado. Após o interrogatório conduzido pelo delegado de polícia, ele foi encaminhado para a audiência de custódia no Poder Judiciário, onde a prisão foi convertida em preventiva.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade