Antes, às 19h, a programação prevê cerimonial de abertura. No domingo (24), o público pode conferir o filme, estrelada por Zezé Motta, às 18h, no mesmo local, e em sessão extra às 20h, conforme a demanda de público.
“A expectativa está muito grande, todo mundo muito ansioso e animado para se ver na tela. Temos grande parte do elenco de figurantes e atores regionais que não teve a oportunidade de assistir em Cuiabá devido à grande demanda na Capital. Esta vai ser a oportunidade de mostrarmos o filme para eles e também queremos mostrar a obra para os apoiadores locais, valorizadores da cultura, e ver a reação do público de Sorriso, junto com os profissionais da cidade, é uma junção der esforços”, destaca o diretor.
A primeira exibição do filme foi no Cine Teatro Cuiabá, na região central da cidade, onde foi sucesso de público. A organização teve que fazer exibições adicionais à programação oficial. A fila de pessoas interessadas em assistir o filme ultrapassou a esquina do Cine Teatro. Salles confessa que foi pego de surpresa com tamanha procura. “Não esperava tanta gente, nem a organização do teatro”, disse..
Produzido com recursos do edital Cinemotion de Produção Audiovisual – edição Lei Paulo Gustavo (LPG), da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o longa-metragem retrata duas etapas da vida de “Mãe Bonifácia” – uma na juventude, com interpretação da atriz de São Paulo, Elina Souza, quando a personagem, alforriada, ganha o respeito das autoridades, e já mais velha, com interpretação de Zezé Motta, época em que conta como conseguiu ajudar os escravos a ganhar a liberdade e fugir para quilombos. Um deles deu origem ao bairro Quilombo, na capital.
Historiadores também asseguram que Mãe Bonifácia, procurada na época por ser renomada curandeira e benzedeira, fundou um quilombo dentro da região onde hoje está localizado o Parque Mãe Bonifácia. No local, ela foi homenageada na história recente, no governo Dante de Oliveira, com o nome do parque e uma estátua no local.
O diretor agradece Cuiabá. “Agradeço por ter me dado essa figura tão bonita para que a gente pudesse contar essa história e entregar isso para o Brasil conhecer essa mulher preta, de força, que fez história e que sobreviveu ao tempo, com seu legado e o seu nome”, destaca. Salles já acumula premiações com curtas-metragens exibidos em festivais no Brasil e no exterior, que conquistaram reconhecimento em países como Canadá, Espanha e Chile.
Após a exibição do filme entre os conterrâneos, ele vai avaliar em quais festivais vai inscrever o primeiro longa-metragem da carreira dele. Ele já dirigiu os curtas “Minhocão do Pari – a origem da lenda” e “Tereza de Benguela”, com apoio de edital da Secel-MT.
Salles torce para que a obra desperte interesse em outros profissionais do audiovisual de Sorriso. “Acaba sendo o primeiro longa que produzimos na cidade. Embora a obra retrate uma figura de Cuiabá, é uma figura do Brasil todo. É muito importante para incentivarmos novos realizadores, até porque é o primeiro filme com uma atriz de reconhecimento nacional. Estou bem animado com o sucesso do filme e espero que a obra sirva de inspiração para novos realizadores do cinema”, conclui.

















